
Ouvidoria de sindicato vai intermediar diálogo entre pais e escolas sobre mensalidades no Amazonas. Foto: Altemar Alcantara/Semcom
O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM) informou, nesta terça-feira (21/4), que lançou um canal de diálogo entre pais, alunos e representantes das escolas particulares. A Ouvidoria da Educação Particular do Amazonas se propõe a intermediar as negociações sobre mensalidades e práticas pedagógicas, neste período de suspensão das atividades presenciais por causa do isolamento provocado pelo combate ao novo coronavírus. A Ouvidoria atenderá instituições associadas e não associadas ao sindicato.
De acordo com a presidente da entidade, Elaine Saldanha, a iniciativa representa um pacto pela qualidade da educação, auxiliando na mobilização e promoção das ações pedagógicas na rede privada.
“Buscamos, através da Ouvidoria, fortalecer a parceria que as famílias sempre tiveram com as instituições onde seus filhos estudam. Intermediar essa negociação será importante, pois cada instituição tem seus problemas específicos”, acrescentou a vice-presidente do Sinepe-AM, Laura Cristina.
Conforme o sindicato, a Ouvidoria da Educação Particular do Amazonas receberá as solicitações para encaminhá-las aos representantes financeiros e pedagógicos das instituições de ensino, acompanhando as providências e soluções, dando o respectivo retorno aos interessados.
O canal funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo WhatsApp (92) 9 8463-4660.
A ideia surgiu durante as discussões que a entidade tem participado, por conta da pandemia do Covid-19. O Sinepe-AM tem alertado que as negociações com relação às mensalidades devem ser feitas diretamente entre as escolas e os pais dos alunos, porque cada instituição tem um determinado porte e dificuldades específicas.
Segundo a entidade, nesse caminho que o sindicato se propõe a ajudar, evitando cortes bruscos, que causem o fechamento de instituições e demissões de milhares de profissionais da educação.
“Desde o início, temos orientado que as instituições busquem manter um diálogo franco com os pais e alunos, negociando individualmente os descontos que devem ser concedidos, até como forma de fidelização nesse período delicado em que vive o país, mesmo sem esses empreendimentos obterem redução da maioria de seus custos operacionais que têm, entre eles, salários, tributos, materiais e custos de manutenção”, enfatizou Elaine Saldanha.
Ela justificou que as instituições são de diferentes portes e cada estabelecimento possui dificuldades específicas. “Não se pode definir um percentual linear, atingindo todos, indistintamente”, destacou a presidente do Sinepe-AM.
Segundo Elaine Saldanha, embora as aulas presenciais estejam suspensas no período, as escolas estão funcionando, com professores e demais funcionários trabalhando, oferecendo atividades pedagógicas on-line, conforme estabelece a legislação.
O sindicato afirmou que no retorno às escolas, mesmo as que estão trabalhando remotamente terão de planejar aulas em dias não previamente previstos para composição dos conteúdos.
“Isso representará custo adicional. É preciso entender que um desconto acima da capacidade irá fazer falta lá adiante também”, detalhou Elaine, reforçando que as escolas estão fazendo esforço para se manter funcionando e pagando em dia os seus profissionais.