
Arthur comenta intervenção na saúde e diz que só tem tempo para combater a Covid-19. Foto: Alex Pazuello/ Semcom/ Divulgação
A indicação para intervenção federal na saúde estadual, aprovada pela Assembleia, nesta segunda (20/04), foi sutilmente criticada pelo prefeito Arthur Virgílio. “Sou um homem obsessivo e agora não quero saber de política. Minha única obsessão nesse momento é livrar minha população da Covid-19“, disparou.
O pedido foi aprovado por 13 votos a 1, entre 14 deputados presentes à sessão da Assembleia. Foi uma iniciativa do presidente da casa, deputado Josué Neto.
Arthur fez o comentário durante visita do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão. O prefeito se reuniu com o vice-presidente e o governador Wilson Lima, no Comando Militar da Amazônia (CMA). Os três discutiram meios de afinar a cooperação entre as esferas federal, estadual e municipal, na batalha contra a Covid-19.
O prefeito de Manaus apresentou uma lista de pedidos urgentes a Mourão. “Gostei da agilidade dele. A visita foi a manobra mais ágil que vi, neste momento de crise”, disse. “Não podemos esperar mais 15 dias e vendo as pessoas morrerem”, disse.
A lista de pedidos do prefeito de Manaus foi clara e direta. Disponibilização de 15 aparelhos de tomografia. Medicamentos que fornecedores só estão produzindo para o Ministério da Saúde (MS), como hidroxicloroquina, tamiflu e azitromicina.
Arthur pediu Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), sendo máscaras N95, máscara cirúrgica e tyvec, um EPI usado pelos profissionais do SAMU. Também foram solicitados testes rápidos para Covid-19, equipamentos e material para o hospital de campanha – respiradores, conexões e válvulas.
O prefeito também apresentou estimativa do custo adicional do combate ao coronavírus. São recursos federais destinados aos bolsistas da Escola de Saúde Pública: R$ 30 milhões (cerca de R$ 5 milhões/mês por seis meses), R$ 42 milhões para equipamentos, medicamentos, insumos e serviços do Hospital de Campanha Municipal Gilberto Novaes.
“Manaus é uma grande cidade. O hospital de campanha tem recursos municipais e privados. Não é possível que não mereça ajuda do Governo Federal”, disse.