13/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Intervenção federal na saúde é pedida a Bolsonaro por 13 dos 24 deputados estaduais. Veja os nomes

Publicado em 20 de abril, 2020

Intervenção federal na saúde

Intervenção federal na saúde foi aprovada, como indicação, durante reunião por teleconferência (foto) na Aleam. Foto: Reprodução/Aleam

O presidente da Assembleia Legislativa, Josué Neto, encabeçou um pedido coletivo de intervenção federal na saúde do Amazonas. O motivo são os desdobramentos da pandemia de Covid-19. Em sessão virtual, realizada na manhã desta segunda-feira (20/04), 13 dos 24 deputados estaduais votaram a favor do pedido. A líder do governo, Joana Darc, e Dr. Gomes se retiraram da sessão.

Álvaro Campelo, antes de o assunto entrar em pauta, anunciou que não estava se sentindo bem e saiu antes. O único que ficou e votou contra foi Saullo Viana.

O documento é uma “indicação” ao Governo Federal. Caberá ao presidente Jair Bolsonaro decidir se a acolhe ou não. A proximidade do presidente da Assembleia com Bolsonaro, porém, é pública e fontes palacianas desconfiam de “articulação prévia”. O presidente precisaria apenas da aprovação dos deputados estaduais e Josué obteve maioria.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, está em Manaus e tem reunião, com o governador Wilson Lima e o prefeito Arthur Virgílio, neste momento. Não se sabe se o tema do pedido de intervenção na saúde foi discutido.

 

Veja os nomes

Os 13 que aprovaram o pedido são Delegado Péricles, Belarmino Lins, Serafim Corrêa, Wilker Barreto, Adjuto Afonso, João Luiz, Dermilson Chagas, Felipe Souza, Sinésio Campos, Mayara Pinheiro, Josué Neto e Fausto Jr.

Adjuto, Belarmino, Mayara e Fausto Jr. até aqui eram tidos como integrantes da bancada do governador Wilson Lima.

Josué encaminhou a proposta, através de seu chefe de gabinete, Harley Baima, ainda nesta manhã. A alegação principal é “grave comprometimento da ordem pública” e “para assegurar os direitos da pessoa humana”. O pano de fundo é a pandemia de Covid-19.

“Não há necessidade de aguardar um quadro de guerra civil para que ocorra a intervenção. É bastante que um quadro de transtorno da vida social, de proporções dilatadas, se instale duradouramente”, diz a recomendação.

O documento usa gráficos apresentados pela Secretaria Estadual de Saúde (Susam) e Fundação de Vigilância Sanitária (FVS). Acrescenta noticiário de veículos com abrangência nacional falando do “colapso” da saúde no Amazonas.

Outro argumento é a recusa da secretária estadual de Saúde, Simone Papaiz, de comparecer ao parlamento. Ela alegou “compromissos assumidos com o Estado”, “diversas ações” e “reuniões diárias”. A Aleam respondeu se tratar de “convocação”, com obrigação de comparecimento, e Simone tentou Habeas Corpus para não ir.

O boletim Susam/ FVS, desta segunda (20/04), aponta 2.160 casos positivos para Covid-19. As mortes chegam a 185 e, nas últimas 24 horas, foram notificados novos 116 casos.

O Governo do Estado ainda não falou sobre o pedido da Assembleia.

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