O antiviral remdesivir, desenvolvido pela biofarmacêutica norte-americana Gilead Science, tem apresentado bons resultados no tratamento da covid-19. Um grupo de 125 pacientes, dos quais 113 tinham a forma grave da doença, foram tratados com a medicação. O anúncio trouxe otimismo ao mercado financeiro, que começou a sexta-feira com uma reação positiva.
Em menos de uma semana, quase todos os pacientes receberam alta do hospital onde estavam internados, em Chicago. Houve apenas dois óbitos. O relatório inicial indica a melhora em sintomas respiratórios e redução da febre. O remdesivir já é usado para tratar ebola e MERs (síndrome respiratória do coronavírus do Oriente Médio).
“A melhor notícia é que a maioria dos nossos pacientes já recebeu alta, o que é sensacional. Nós tivemos apenas dois óbitos”, disse a doutora Kathleen Mullane, infectologista da Universidade de Chicago que coordenou o estudo para a Gilead, em um vídeo obtido pela CNN.
A infectologista ressalta que a pesquisa com os 125 pacientes “não inclui 1 grupo de placebo para comparação”. Contudo, ela afirmou que pacientes deixaram o respirador um dia depois de começar a terapia com o remédio.
Além da notícia de que a droga da Gilead aparentemente é efetiva contra o coronavírus, a informação de que a fabricante de aeronaves Boeing retomará a produção na sua fábrica perto de Seattle em 20 de abril, deu impulso aos mercados nesta manhã (17/4).
Por volta das 6h40, futuro do índice Dow Jones subia quase 3%, enquanto o do S&P 500 tinha alta de 2,5%. A Bolsa alemã valorizava 3% e a do Reino Unido operava com um ganho de 2,4%.
As ações da Gilead Science valorizavam mais de 16% até as 20h20 (horário de Brasília) depois do fechamento das Bolsas dos EUA nesta 5ª feira (16).
Outra notícia que dá impulso aos mercados nesta sexta é o anúncio feito ontem pelo presidente americano Donald Trump de que a economia dos Estados Unidos “reabrirá” a partir de primeiro de maio, em três fases.