
De 50 leitos de UTI no Delphina, 45 estão ocupados com Covid e síndromes respiratórias graves
Dos 50 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Delphina Aziz, referência para o combate do novo coronavírus no Amazonas, 45 estão ocupados nesta sexta-feira (3), com pacientes confirmados por Covid-19 ou com quadro suspeito para a infecção.
A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) e a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) confirmaram os dados em entrevista coletiva online hoje. O Amazonas está com 260 confirmados para o vírus e 600 em investigação. Um colapso no sistema chegou a ser pré-anunciado para ocorrer nas próximas semanas, caso mais pessoas sejam infectadas.
Dos casos confirmados, 39 estão internados, sendo 25 na rede privada e 14 no Delphina, sendo que deles 17 estão na UTI. Doze pacientes estão em unidades intensivas na rede privada e 5 no sistema público. Com sete óbitos no Amazonas, a taxa de letalidade é de 2,7%.
“Os outros 40 casos com quadro sugestivos estão em UTI e não podem ser deslocados para não corrermos o risco de propagar o vírus, caso sejam confirmados, porque dependemos da análise de laboratório”, explicou a diretora presidente da FVS, Rosemary Pinto.
Rosemary disse que 15% dos pacientes estão necessitando de internação e outros 85% estão apresentando sintomas brandos ou assintomáticos. “Do total, 7,8% estão necessitando de UTI, acima dos estudos realizados em outros países. Entre novembro de 2019 e abril deste ano, tivemos 500 internações por Síndromes Respiratórias Agudas Grave (SRAG), e 45 foram à óbito”, explicou a diretora.
As equipes de Saúde esperam um aumento expressivo no número de casos em abril, especialmente na última semana do mês e início de maio.
“O Estado ainda tem uma dificuldade para conseguir os respiradores, porque há uma concorrência no mundo todo para conseguir esses equipamentos, que são fundamentais para a montagem dessas UTIs. Mas nós estamos nessa briga para comprar esses equipamentos, inclusive já estamos fechando uma parceria com uma empresa do Distrito Industrial e a Universidade do Estado do Amazonas para fazer a fabricação desses equipamentos”, garantiu ontem o governador Wilson Lima.