
Hackers usam Coronavírus para invasão de computadores, alertam especialistas em segurança
São Paulo – Hackers estão aproveitando a pandemia de Coronavírus (Covid-19), para realizar campanhas de phishing. Eles imitam a identidade de órgãos ou entidades oficiais e, assim, enganam mais vítimas. A ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, analisa esse fenômeno. Os hackers incluem a distribuição de códigos maliciosos e a realização de campanhas fraudulentas. O objetivo é roubar os dados pessoais dos usuários. Os golpes mais ousados foram identificados em países como Itália, Espanha e Colômbia.
O combate ao Coronavírus tem motivado ações drásticas das autoridades. Em Manaus, o prefeito Arthur Virgílio antecipou o recesso escolar, entre outras medidas para conter a pandemia.
No Brasil, o surto de coronavírus deixou milhares de pessoas preocupadas. A disseminação de informações desencontradas sobre quais eram as formas eficientes de higienização das mãos fez com que diferentes veículos de comunicação divulgassem conteúdos com tutoriais. As substâncias capazes de matar o vírus e quais os reais sintomas da doença, por exemplo, foram alvo das publicações. Isso deixou a população mais segura e alertou sobre informações falsas que, a longo prazo, poderiam ser usadas como ataque cibernético.
O Laboratório de Pesquisa da ESET compartilha algumas campanhas recentes que foram reportadas pelas autoridades locais e por organizações internacionais para impedir que usuários caiam em fraude:
Um dos alertas mais recentes foi comunicado pelo Ministério da Saúde da Colômbia. Por meio de sua conta no Twitter, alertou para a existência de campanha que circula por e-mail e WhatsApp. Ela substitui a identidade do Ministério da Saúde e envio de anexo (arquivo PDF) que distribui código malicioso para instalar no dispositivo da vítima. O objetivo desta campanha é roubar informações pessoais, assegura a agência de saúde colombiana.
A Guarda Civil da Espanha alertou os usuários em sua conta no Twitter sobre uma campanha que, aparentemente, circula apenas no WhatsApp. Cibercriminosos copiam a identidade do Ministério da Saúde para compartilhar recomendações relacionadas ao vírus. A mensagem inclui uma URL onde máscaras são supostamente vendidas, quando, na realidade, o golpe procura roubar dados pessoais das vítimas.
– Aviso da Organização Mundial da Saúde sobre campanhas maliciosas em seu nome
Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um comunicado alertando a existência de campanhas que circulam por e-mail, sites, mensagens de textos, entre outros meios. Os cibercriminosos afirmam ser a OMS com o objetivo de roubar dinheiro ou informações pessoais.
Conforme relatado por diferentes mídias, na Itália, uma campanha de spam com essas características circulou por e-mail. Os criminosos fingiam ser da OMS com a intenção de instalar o malware TrickBot, convencendo as possíveis vítimas a baixar um arquivo do Word anexado, que teve um código malicioso incorporado. Depois que o TrickBot é baixado no computador da vítima, a ameaça coleta informações do dispositivo, rouba dados e credenciais de administrador para procurar mais informações e, eventualmente, baixar outra ameaça. Nesse caso, o assunto do e-mail tem o objetivo de fazer a vítima acreditar que essas são recomendações a serem protegidas contra a disseminação do coronavírus, em nome de um médico da OMS.
No final de janeiro, uma campanha de spam foi detectada no país tentando distribuir o Emotet (uma ameaça cibernética). Os operadores atrás dele tentaram convencer as possíveis vítimas de que se tratava de uma notificação oficial com recomendações e medidas preventivas após a chegada do vírus na ilha. Como resultado disso, o CERT do Japão publicou o EmoChek. Trata-se de dispositivo para detectar a presença da ameaça nos computadores daqueles que acreditam que possam ter sido comprometidos.
Outro país que relatou casos semelhantes foi a Ucrânia. Por lá, a ameaça foi enviada por e-mail, em nome do Centro de Saúde Pública da Ucrânia. Na mensagem, havia um arquivo do Word que também usava documentos do Office para ocultar códigos maliciosos com funcionalidade de backdoor, roubar dados da área de transferência, senhas e realização de capturas de tela.
“Recomendamos que os usuários sejam vigilantes. Se você receber um e-mail ou mensagem que inclua um link ou anexo usando o tema coronavírus, lembre-se de que pode ser uma farsa. É recomendável não baixar ou abrir o arquivo nem o link. A conscientização é um ponto-chave para tomar as medidas necessárias e, assim, proteger o equipamento e as informações contidas nele”, diz Camilo Gutiérrez, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.
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Desde 2004, a ESET opera na América Latina, onde conta com uma equipe de profissionais capacitados a responder às demandas do mercado local de forma rápida e eficiente, a partir de um Laboratório de Pesquisa focado na investigação e descoberta proativa de várias ameaças virtuais.
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