12/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Coronavírus pode causar estrago na economia, mas ZFM ainda não sente impacto, diz superintendente

Publicado em 02 de março, 2020

Coronavírus pode causar estrago na economia, mas ZFM ainda não sente impacto, diz superintendente

Coronavírus pode causar estrago na economia, mas ZFM ainda não sente impacto, diz superintendente. Foto: Arquivo

Com a epidemia do coronavírus, que já causou cerca de 3 mil mortes e mais de 86 mil infectados, tendo a China como principal palco, negócios entre chineses e brasileiros, que dependem de trânsito de pessoas e produtos, estão sendo afetados a médio e longo prazo. A epidemia de Covid-19 já alcançou 53 países de cinco continentes.

Coronavírus

Além dos impactos na saúde global, o coronavírus tem efeitos diretos na economia, podendo fazer estragos na China e em países em todo o planeta, especialmente os que tem negócios diretos e importam produtos chineses. Há fábricas chinesas fechadas por conta do Covid-19 e restrições quanto a trânsito e voos.

Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, diz que é bom esperar quando será seguro viajar para a China, falando de negócios. “O coronavírus logicamente afeta a economia, porque o Brasil importa muita coisa, incluindo máquinas e tecnologia”.

Em entrevista, o superintendente da Zona Franca (Suframa), Alfredo Menezes, confirma que o impacto é evidente, e neste momento com mais ênfase nos setores como da aviação e da indústria.

Comércio e indústria

“Vai chegar a nos afetar? Estamos estudando isso junto ao Ministério da Economia e entidades do comércio e indústria, como a Câmara. Estamos monitorando e reunindo informações para ter uma avaliação melhor. Não temos dados para prever o caos, que muitos pregam, mas estamos trabalhando e esperando que o governo chinês chegue a conclusões satisfatórias”, disse Menezes.

Para o superintendente, neste momento, não há impacto na Zona Franca. “Não recebemos nenhuma demanda ou informação de empresas do Polo sobre alteração. Estão todos trabalhando normalmente”.

Os negócios afetados, no entanto, se estendem hoje entre empresários de médias empresas. Grandes empresas brasileiras já estão na China e as principais chinesas também estão aqui. E reuniões podem ser feitas virtualmente, em conferência.

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