
Comitê Interinstitucional de Gestão de Emergência em Saúde Pública para Resposta Rápida aos Vírus Respiratórios promoveu primeira reunião nesta quinta-feira. Foto: Michell Mello/Secom
Casos suspeitos de coronavírus em países de fronteira colocaram autoridades de saúde do Amazonas em alerta. Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), uma equipe está sendo preparada para ir a Tabatinga – município amazonense que fica na chamada tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru.
Nesta quinta-feira (30), autoridades de saúde do Amazonas e Manaus realizaram a primeira reunião do Comitê Interinstitucional de Gestão de Emergência em Saúde Pública para Resposta Rápida aos Vírus Respiratórios, com ênfase no Novo Coronavírus (2019-nCoV). Na ocasião, o secretário de Saúde do Amazonas, Rodrigo Tobias, afirmou que o estado está preparado para tratar pacientes com possíveis sintomas da doença.
No encontro, a diretora da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, destacou a importância do controle em locais de trânsito de pessoas, principalmente no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e em Letícia, na fronteira com Tabatinga, diante de casos suspeitos no Peru e Colômbia.
Segundo ela, já estão sendo feitas tratativas com as autoridades de vigilância e aeroportuárias dos dois países vizinhos. No caso do Peru, a preocupação é com a movimentação pelos portos nas cidades de fronteira.
Na manhã dessa quinta, Rosemary Costa Pinto e uma equipe da FVS estiveram no Aeroporto Eduardo Gomes para alinhamento de protocolos com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e empresas aéreas para identificação e condução de pacientes com suspeita do vírus.
O diretor técnico da FVS, Cristiano Fernandes, informou que uma equipe está sendo preparada para ir a Tabatinga. A equipe será composta por profissionais da vigilância epidemiológica e do Laboratório Central (Lacen), que vão reunir com o Laboratório de Fronteira, além de um médico epidemiologista da Fundação de Medina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), para capacitar os profissionais de saúde.
“Considerando que os aeroportos, principalmente os internacionais, servem de entrada para passageiros em trânsito oriundos de países asiáticos, principalmente a China, temos que ter uma atenção maior para com esses locais”, disse Fernandes.
Ele afirmou que os protocolos em aeroportos e portos já são definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“São áreas estratégicas. A gente sempre fica alerta para a questão da vulnerabilidade dessas áreas e de possibilidade de trânsito de pessoas. Temos uma resolução sanitária relacionada às praticas voltadas às áreas de fronteiras, de portos e aeroportos e rodovias, com trânsito de grande fluxo de pessoas. A partir dessas áreas de maior risco, adotamos diferentes protocolos, lembrando que são protocolos definidos pelo Ministério da Saúde e OMS. A Anvisa faz a definição de protocolos para essas áreas”, destacou.
A unidade de referência para onde serão encaminhados os casos suspeitos, caso surjam, é o Hospital da Zona Norte Delphina Aziz. A unidade de saúde também será referência para pacientes que forem atendidos nas unidades da rede de saúde e apresentarem algum sintoma.
As transferências serão feitas via central de regulação do Sistema de Transferência e Emergências Reguladas, que interliga os hospitais.
O Amazonas não registra casos suspeitos de coronavírus. O Brasil investiga nove casos suspeitos em outros estados.
No entanto, autoridades de saúde do estado e de Manaus têm preparado ações de prevenção e alinhado estratégias para atender pessoas que apresentem os sintomas do vírus.
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