22/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Religiões e conflitos, uma visão macro

Publicado em 29 de julho, 2012

As religiões dominam a humanidade há muito tempo. Todos os povos em seus dias primevos praticavam cultos à natureza – os ianomamis até dia desses eram totalmente endógenos às suas crenças, assim como os waimiri-atroaris – em suas diversas formas e criaram suas divindades.

As religiões, tanto podem ser politeístas (vide o caso greco-romano, que durou 1 mil anos) como monoteístas (judaísmo). Algumas até mesmo negam a existência de deuses.

Pois bem, os casos de atrocidades contra cristãos na Índia, por exemplo, fazem parte da história real missionária. Muitos cristãos mal informados não sabem que existem outras grandes religiões no mundo, e o hinduísmo é uma delas.

Hoje existem cerca de 2,5 bilhões de cristãos no mundo (subdivididos em católicos, cooptas, ortodoxos, evangélicos, mórmons etc.), 1,4 bilhão de muçulmanos e cerca de 40 milhões de judeus. Os cito, conjuntamente, pois que foi do judaísmo que se originaram tanto o cristianismo (Séc I) como o muçulmanismo (Séc. VII).

Ainda há, é claro, a mais antiga de todas: o hinduísmo (1 bilhão de seguidores). O budismo (1,3 bilhão de pessoas), que surgiu cerca de 500 anos antes de Jesus, também é antiga, assim como o confucionismo chinês e o taoísmo.

Conhecendo um pouco estes números pode-se ter ideia os missionários cristãos da dificuldade que é divulgar suas religiões em outras plagas que não sejam endógenas às suas religiões.

Tomara que no Brasil não haja, daqui a alguns anos, guerras religiosas, como existem até hoje em alguns países (Irlanda, por exemplo). Que cada um siga sua crença sem denegrir a dos outros. As Cruzadas contra os muçulmanos (que duraram três séculos) deixaram milhares de mortos, sem esquecer, é claro, dos castigos ditatoriais e perseguições diversas, na Idade Média, que fizeram sofrer povos inteiros.

Que se persuada outrem, em busca de aumentar o número de seguidores de sua religião, mas que se faça isso com classe, dignidade e inteligência. Resumo: que “não se force a barra”.

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Autor
Daniel Sales

* Daniel Sales é pesquisador cultural.

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