A insegurança na atividade de taxista, como revelam os assassinatos de oito desses profissionais só este ano, levou às ruas, sábado e domingo, equipes da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Grupo Fera e do Sindicato dos Taxistas. Foram revistados 179 táxis, nas zonas Norte, Leste e Centro-Oeste da cidade. Num deles, uma passageira carregava uma faca nas partes íntimas.
A SMTU emitiu 19 multas a motoristas que estavam sem o chamado “carteirão”, que é a autorização do órgão para motorista auxiliar do táxi, no valor de R$ 1.406 cada uma. Outras três punições ocorreram por atraso na vistoria e cada condutor terá que pagar R$ 560 de multa. Um carro foi apreendido por ser táxi pirata. Nesse caso, o valor a ser pago pelo motorista é de R$ 2.253.
Policiais e funcionários dos órgãos envolvidos entregaram panfletos sobre as condutas de segurança na rotina de trabalho do taxista. Carros, motoristas e passageiros foram submetidos a revista e a polícia utilizou equipamento que permite acesso imediato ao banco de dados das fichas policiais e informações de veículos.
O delegado Arthur Lyra, coordenador do Grupo Fera, planejou a operação e revelou que a proposta era fazer abordagens em três pontos diferentes da cidade, só no domingo. “Em conversa com os taxistas nós selecionamos os lugares em que há maior sensação de insegurança para esses profissionais. Nós abordamos todos os taxistas, sem exceção, e vamos continuar o trabalho nas próximas semanas,” destacou.
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