
Com nova testemunha, juiz anula primeira sessão de júri do fim de semana sangrento. Fotos: Chico Batata/ TJAM
O juiz de Direito titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, Mauro Moraes Antony, atendendo a um requerimento do promotor de justiça Igor Starling, dissolveu o Conselho de Sentença e anulou o julgamento do primeiro processo da Operação Alcateia.
Nesta quarta-feira (10), a sessão de julgamento foi suspensa para o almoço às 11h58. Ao retomar os trabalhos, no início da tarde, o magistrado ouviu as indagações da defesa, que pretendia dar sequência ao julgamento e também do promotor, que pediu a suspensão do júri.
O requerimento do Ministério Público propunha a inclusão de uma testemunha, mas, como esse procedimento deve ser feito com antecedência de três dias, a defesa não aceitou.
O magistrado poderia ouvir a pessoa como testemunha do juízo, mas para dar tempo à defesa, Mauro Antony optou por dissolver o conselho de sentença.
“O Ministério Público pediu para incluir a testemunha, que segundo o promotor está sendo incluída no programa de proteção à testemunha, por medo de represália. Então, para não prejudicar o processo, acatamos o pedido do promotor para cancelar o júri e vamos começar tudo outra vez”, disse o juiz Mauro Antony.
Outra dataAgora, o processo será julgado em outra oportunidade e, de acordo com o juiz, até mesmo os demais processos da Operação Alcateia com júris marcados para os próximos dias podem ter a dada alterada.
“Vamos analisar caso a caso. Mas podem mudar de data. Há processos que podem ser desmembrados e outros que, por ter conexão, devem ser juntados”, disse o magistrado.
A Sessão de julgamento começou na manhã de terça-feira (9) com três réus – Bruno Cezanne Pereira, Dorval Junio Carneiro de Matos e Klebert Cruz de Oliveira – acusados de tentativa de homicídio contra Carla Didia de Sousa Santos e dos homicídios de Fabrício de Oliveira Cavalcante.
Carla Didia, que figura como vítima sobrevivente, não compareceu ao julgamento. O juiz usou o áudio dos depoimentos de Carla durante a instrução do processo. Em seguida começou o interrogatório da primeira testemunha em plenário: o delegado Leandro Almada Costa, que acompanhou as investigações.
Depois, foi reproduzido uma sequência de dois áudios de duas testemunhas que haviam sido interrogadas durante a instrução do processo. Depois, mais duas testemunhas foram ouvidas.
O juiz encerrou a sessão às 18h15 e retomou na manhã desta quarta-feira, quando foram reproduzidos mais dois áudios. A sessão foi suspensa momentos antes do interrogatório do três réus.