06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Com nova testemunha, juiz anula primeira sessão de júri do fim de semana sangrento

Publicado em 10 de julho, 2019

Com nova testemunha, juiz anula primeira sessão de júri do fim de semana sangrento

Com nova testemunha, juiz anula primeira sessão de júri do fim de semana sangrento. Fotos: Chico Batata/ TJAM

O juiz de Direito titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, Mauro Moraes Antony, atendendo a um requerimento do promotor de justiça Igor Starling, dissolveu o Conselho de Sentença e anulou o julgamento do primeiro processo da Operação Alcateia.

Nesta quarta-feira (10), a sessão de julgamento foi suspensa para o almoço às 11h58. Ao retomar os trabalhos, no início da tarde, o magistrado ouviu as indagações da defesa, que pretendia dar sequência ao julgamento e também do promotor, que pediu a suspensão do júri.

Com nova testemunha

O requerimento do Ministério Público propunha a inclusão de uma testemunha, mas, como esse procedimento deve ser feito com antecedência de três dias, a defesa não aceitou.

O magistrado poderia ouvir a pessoa como testemunha do juízo, mas para dar tempo à defesa, Mauro Antony optou por dissolver o conselho de sentença.

“O Ministério Público pediu para incluir a testemunha, que segundo o promotor está sendo incluída no programa de proteção à testemunha, por medo de represália. Então, para não prejudicar o processo, acatamos o pedido do promotor para cancelar o júri e vamos começar tudo outra vez”, disse o juiz Mauro Antony.

Outra data

Agora, o processo será julgado em outra oportunidade e, de acordo com o juiz, até mesmo os demais processos da Operação Alcateia com júris marcados para os próximos dias podem ter a dada alterada.

“Vamos analisar caso a caso. Mas podem mudar de data. Há processos que podem ser desmembrados e outros que, por ter conexão, devem ser juntados”, disse o magistrado.

Três réus

A Sessão de julgamento começou na manhã de terça-feira (9) com três réus – Bruno Cezanne Pereira, Dorval Junio Carneiro de Matos e Klebert Cruz de Oliveira – acusados de tentativa de homicídio contra Carla Didia de Sousa Santos e dos homicídios de Fabrício de Oliveira Cavalcante.

Carla Didia, que figura como vítima sobrevivente, não compareceu ao julgamento. O juiz usou o áudio dos depoimentos de Carla durante a instrução do processo. Em seguida começou o interrogatório da primeira testemunha em plenário: o delegado Leandro Almada Costa, que acompanhou as investigações.

Testemunhas

Depois, foi reproduzido uma sequência de dois áudios de duas testemunhas que haviam sido interrogadas durante a instrução do processo. Depois, mais duas testemunhas foram ouvidas.

O juiz encerrou a sessão às 18h15 e retomou na manhã desta quarta-feira, quando foram reproduzidos mais dois áudios. A sessão foi suspensa momentos antes do interrogatório do três réus.

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