06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Caprichoso canta “O Brasil que a gente quer reinventar” encerrando festival

Publicado em 01 de julho, 2019

Texto e fotos: Peta Cid

“O Brasil que a gente quer reinventar” onde os filhos brasilis tomem as rédeas da história para tornar a arte e a cultura como armas de transformação para uma Mátria mais igualitária foi a bandeira da esperança erguida pelo Boi Caprichoso no encerramento do 54° Festival Folclórico de Parintins.

As transformações começaram logo na abertura com o módulo do Cristo Redentor e os integrantes da Marujada de Guerra entrando na arena cobertos por uma espécie de capa preta que, aos poucos, foi revelando o colorido da expressão da arte brasileira.

A primeira alegoria foi a Figura Típica Regional “A Cabocla Lavadeira”, que habita os beiradões sob a proteção de Nossa Senhora do Carmo. O cenário ribeirinho exibiu o cotidiano dessas mulheres de luta e trouxe a porta-estandarte Marcela Marialva, que abriu em plena arena uma faixa com os dizeres Paz para o Brasil, que depois foi elevada aos céus por balões.

A alegoria se abriu para a Exaltação Folclórica “Mestras do Saber Popular”, que destacou a imagem de várias personalidades do azul e branco. O Boi Caprichoso apareceu na alegoria e a Sinhazinha da Fazenda, Valentina Cid, surgiu da personagem de sua bisavó, a costureira do Caprichoso Ednelza Cid.

A imagem da costureira, que fazia as roupas das sinhás e rainhas do bumbá, também foi estampada no estandarte do Caprichoso, numa obra do artista Makoy Cardoso.

O momento tribal Teoká, Terra Tirada, trouxe a mensagem da resistência e a luta dos povos indígenas contra o extermínio.

Caximarro: As Três Guerreiras, Lenda Amazônica, contou a saga de três índias Uaupés, que transgrediram os costumes sagrados e foram aprisionadas e transformadas em pedra. A cunhã-poranga Marciele Albuquerque evoluiu na grande alegoria.

A serpente Dinahí, rainha e protetora das águas, alegoria do artista Juarez Lima, entrou na arena transfigurada no espírito da consciência ambiental. Um show pirotécnico levou a galera ao delírio. A Rainha do Folclore, Brenda Beltrão, surgiu no peito da serpente.

O pajé Neto Simões comandou o Ritual “Enawenê-nawê: Yãkwa, a Favorável Sentença”, num show à parte do Boi Caprichoso.

Com a toada Waiá-Toré, o pajé chamou a galera para cantar a liberdade, numa grande festa que balançou o Bumbódromo encerrando o espetáculo “Um Canto de Esperança para a Mátria Brasilis”.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.