
Caprichoso faz sua procissão de fé no Bumbódromo na segunda noite. Fotos: Peta Cid
Texto e fotos: Peta Cid
A pluralidade da fé norteou a apresentação do Boi Caprichoso na segunda noite de apresentações no Bumbódromo com o subtema “ No Braseiro da Fé, Esperança é Minha Luz.
O bumbá entrou na arena em uma procissão trazendo a mensagem da fé como caminho, meta, resistência, destino e encontro, expectativa e busca, risco e certeza, ousadia e liberdade de quem reza o terço nas romarias, abre giras nos terreiros ou banha-se com o perfume das encantarias brasileiras.
A alegoria que abriu o espetáculo, Mátrias da Fé, trouxe a imagem da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, Nhandecy, mãe dos povos Tupy e Yemanjá, cultuadas nas crenças afrodescendentes. A porta-estandarte Marcela Marialva veio na alegoria.
A toada Matriarcas, de César Moraes concorreu no item toada, letra e música, emocionando a galera que cantou junto com David Assayag.
O Sacaca da Floresta, Figura Típica Regional, exaltou a medicina tradicional e as pessoas que promovem a cura pelas ervas da floresta.
O Boi de Encantarias na Exaltação Folclórica mostrou o universo mágico e a conexão Parintins-Maranhão com a herança do boi-bumbá e toda a sua simbologia. Das encantarias surgiu a Sinhazinha da Fazenda, Valentina Cid.
No universo mítico do azul, a Lenda “As Princesas Turcas Encantadas na Amazônia e o mundo de Aruanda trouxe a Rainha do Folclore, Cleise Simas.
O momento tribal energizou a galera com Caruana, a fé que vem das águas. A cunhã-poranga Marciele Albuquerque encenou no módulo tribal.
O Caprichoso encerrou a apresentação com o Ritual kalankó, o Canto para Jurema Sagrada. O Toré é um ritual que reúne simbologia xamânica, com representação religiosa dos grupos indígenas do Nordeste. Performance majestosa do pajé Neto Simões.
