Após uma reviravolta que mais se comparou a um turbilhão no cenário político, em termos das indicações de candidatos, para as eleições municipais, fiquei motivada a complementar o artigo que escrevi na semana passada, sobre o mesmo tema.
Cada vez mais fica evidente que, acima de todas as coisas, há o poder ou há um poder como fonte de desejo e de comando. Não basta ser parte do processo, tem que ter o comando.
Nesse contexto, as estratégias, as alianças, os planos e os danos são alinhavados na calada da noite e o elemento surpresa faz o efeito planejado e o resultado esperado. A melhor defesa é o ataque. Não basta ser Político tem que ter “Espertégia” ou “ Estrateza” (grifo meu).
Nesses movimentos que mais se assemelham ao jogo de cartas ou de xadrez, onde cada jogada tem um propósito e uma finalidade, nada é por acaso. As peças, ou melhor, os personagens, vão sendo eliminados ou descartados, muitas vezes, sem nem ter tempo de entender o que aconteceu. Como diz a música é um jogo de pedras/cartas marcadas até chegar na jogada final, o xeque-mate ou o flush.
O eleitor, o cidadão, o detentor do verdadeiro poder, que é o voto, fica fora desse tabuleiro, porque, nesse momento do jogo, ele não tem vez, nem voz. Apenas tenta acompanhar da melhor forma, qual será o próximo movimento do Rei e onde ele pode se encaixar, se é que isso é possível ou factível.
No entanto, pior que a jogada ensaiada é a triste realidade que temos que encarar: a falta de lideranças, a escassez de legítimos representantes, a pouca opção de nomes renomados de políticos que tenham credibilidade e competencia para, em nome do povo, exercer um mandato, e, nessa representação, desenvolver e trabalhar em prol do bem da população.
Esse é o fator crítico da representatividade e da falta de visão dos Governantes num processo de sucessão. O nome do jogo não é transição com planejamento estratégico, o nome do jogo é “pega que o filho é teu”, “segura que a batata está quente”. Aquilo que deveria ser um processo natural de sucessão acaba virando leilão, sorteio, rifa e até mesmo aquela brincadeira de criança, do tipo, “esse quero, esse não quero, esse come na minha mão”.
Nesse complemento, não posso deixar de citar alguns ensinamentos básicos, que o Mestre Sun Tzu, no seu famoso livro A Arte da Guerra, a bíblia da estratégia, que pode ser utilizada, tanto para o bem, quanto para o mal, tanto para a vitória quanto para a derrota, dependendo do Comandante, senão vejamos:
Para concluir, uma última lição nesse front que se avizinha e que tem nos cidadãos, nos eleitores, nas pessoas, o alvo de todos os bombardeios adornados de boas intenções e cura de todos os males, lembre-se sempre: Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso você só precisa ver o que não está visível.(Sun Tzu).
Você é eternamente responsável pelas suas escolhas. Não vale reclamação posterior.
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Ozeneide Casanova Nogueira é advogada e assistente social, com MBA em Gestão de Pessoas (FGV-ISA...