16/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Médica revela circulação de vírus que pode evoluir para necrose do pulmão em crianças. Secretário de Saúde fala sobre caso

Publicado em 03 de julho, 2012

A médica pediatra Corina Batista denuncia que está circulando um virus entre crianças, em várias escolas da cidade. Elas se apresentam com pintas vermelhas pelo corpo e podem evoluir para pneumonia e até necrose do pulmão. A pediatra afirma que tem recebido pacientes com esses sintomas de várias escolas. Numa delas, numa única sala da 4ª série do Ensino Fundamental, 20 crianças teriam contraído a doença. “Minha filha ficou 15 dias em casa, com febre, moleza e pintas no corpo. Ainda bem que foi só isso, mas outros colegas dela tiveram o mesmo problema”, disse uma das mães.

Outra mãe conta que estava assistindo TV, com o filho no colo, segunda-feira (02/07), quando sentiu que ele estava quente. “Peguei o termômetro e descobri que ele estava com febre. A filha de uma amiga e meu sobrinho pequeno tiveram esse vírus e as médicas deles haviam alertado para esse surto que está ocorrendo na cidade. Não quis arriscar e fui levá-lo ao médico. No meio do caminho as pintas vermelhas já começaram a aparecer. A doutora Corina o examinou e mandou de imediato para o pronto-socorro. Chegando lá, ele estava com o pescoço endurecido e foi colocado no isolamento”, revela. Com esses sintomas, os médicos fizeram exames para confirmar um diagnóstico de meningite. Mesmo diante do resultado negativo, eles mantiveram o tratamento. A criança está, hoje (03/07), fora do isolamento e bem melhor.

O secretario estadual de Saude, Wilson Alecrim, disse que tem acompanhado vários casos. “Umas crianças evoluem para pneumonia, outras para um quadro parecido com sarampo. Tem vários vírus circulando na cidade, atualmente, mas pegando apenas crianças e adolescentes, sem atingir os adultos”, explicou. O secretário, que é médico, explica que a origem da doença pode ser o parvovírus, que vem de cães para o ser humano. “Depois, esse vírus é jogado pelo espirro ou bocejo na atmosfera e depois transmite inter-humanos. Não pode deixar a febre passar de 37,5, medicar logo com um antitérmico e, se a febre aumentar, correr para o médico”, acrescenta.

Alecrim acompanhou o caso relatado pela segunda mãe citada nesta matéria. “Achamos que era meningite. O quadro só fechou, com o resultado do exame vindo da Fundação de Medicina Tropical, por volta de meia-noite. Deu negativo. Mas ele continua sob cuidados. Por isso é que é bom levar a criança ao médico, quando aparecerem os primeiros sintomas. Há várias outras doenças que podem aparecer com as mesmas características ou mascaradas por elas. Os pediatras estão atentos e sabem como conduzir as coisas”, afirma.

Corina Batista é uma das médicas mais respeitadas do Estado e tem até um Centro Integrado de Atenção à Criança (Caic) com o seu nome, no bairro de São José.

Clique aqui e ouça a entrevista da médica Corina Batista.

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