
Foto: Divulgação/Sindipetro-AM
Trabalhadores da Refinaria Isaac Sabbá (Reman) e professores aderiram à greve geral em Manaus, nesta sexta-feira (14). O movimento ocorre em todo o Brasil contra a reforma da Previdência e contra os cortes nos recursos da Educação.
Cerca de 200 trabalhadores da Reman cruzaram os braços e não iniciaram os turnos de trabalho desde às 23h de ontem (13), segundo o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindipetro-AM), Marcos Ribeiro.
“Aderimos sim à greve geral. Paralisamos o turno das 23h de ontem e o turno das 7h de hoje. O pessoal não entrou pra trabalhar, cerca de 200 trabalhadores”, disse Ribeiro, destacando que funcionários do setor administrativo e operacional da Refinaria de Manaus aderiam ao movimento nacional.
A manifestação dos petroleiros deve terminar por volta das 23h desta sexta, respeitando as 24 horas de greve geral em todo o Brasil.
Previdência
Um dos temas de protesto é a reforma da Previdência, que deve aumentar o tempo de contribuição mínima para que os trabalhadores possam se aposentar.
No caso dos petroleiros, a reivindicação da categoria é manter a aposentadoria especial. “Nossa categoria tem um trabalho de risco. Não tem como um operador que se expõe e trabalha em turno trabalhe até os 70 anos”, avalia o diretor.
Privatização
Os petroleiros aproveitaram a greve geral para protestar contra a venda da Reman, que foi autorizada nesta semana pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com a decisão, a Petrobras pode vender oito de suas 13 refinarias até 2021.
“A Petrobras usa o pretexto de que vai reduzir o preço do combustível se a refinaria for vendida. Mas isso não é verdade”, afirmou Ribeiro.
Segundo o Sindipetro-AM, a Reman é a única refinaria da Região Norte e abastece esse mercado. Ribeiro destaca que a Reman é a empresa que mais contribui com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado no Estado. “A greve geral é pra barrar toda esse retrocesso”, salienta.
Educação
Professores e técnicos-administrativos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) também aderiram à greve geral desta sexta, fechando a entrada do Campus, na Avenida Rodrigo Otávio, zona Sul de Manaus.

Foto: Divulgação/Adua
Segundo a diretora da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), professora Ana Lúcia Gomes, o Governo Federal tem tentado tirar recursos da Educação e a greve desta sexta protesta contra essas medidas.
Em abril, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o contingenciamento de 30% do orçamento das universidades e institutos de ensino federais. Na Ufam, o bloqueio é estimado em R$ 38 milhões. Justiça e universidades travam uma batalha sobre o tema.

Foto: Divulgação/Adua
Além de Manaus, os polos da Ufam em Benjamin Constant, Humaitá, Parintins e Itacoatiara têm atividades previstas em alusão à greve geral.