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Entidades industriais defendem que o Plano Dubai, anunciado pelo Governo Federal, diversifique a economia do Amazonas, mas sem prejudicar os investimentos e empregos gerados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM).
Em 2018, o Polo Industrial de Manaus faturou US$ 25,35 bilhões, segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A redução em relação a 2017 foi de 1,3%. Já em empregos gerados, o PIM encerrou 2018 com 86 mil trabalhadores, queda de 2,82% em relação a 2017.
Anunciado nesta segunda-feira (10), pelo secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), Alexandre Costa, no jornal Folha de S. Paulo, o chamado Plano Dubai é um conjunto de ações para planejar a Zona Franca de Manaus (ZFM), após os 50 anos de prorrogação institucional do modelo, disse o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, em entrevista exclusiva ao PMS.
“Vamos incentivar pesquisa e instalação de indústrias de cinco polos. Todos sempre falaram deles: biofármacos, turismo, defesa, mineração e piscicultura. Nesse material da Folha, o ministro fala com espanto que a China produz mais peixe em cativeiro que a Amazônia. É um absurdo mesmo! A fartura d’água, com rios, igarapés e margens a botão, perdendo para um país onde água é preciosidade”, disse o superintendente.
Diversificação
As entidades industriais afirmam que a diversificação é positiva, mas defendem que a atividade industrial não pode ser esquecida.
“Entendemos que qualquer proposta de diversificação da economia é necessária e bem-vinda, mas não se pode preterir os investimentos e os empregos gerados hoje pelas indústrias do Polo Industrial de Manaus. As ações devem ocorrer juntas: fortalecimento do Polo Industrial de Manaus e a diversificação da economia do Amazonas”, afirma o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), José Jorge Júnior.
O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, ressaltou que as entidades industriais já têm dito há bastante tempo que é necessário o Amazonas trabalhar outras potencialidades que permitam deixar de ser tão dependente da atividade industrial, mas salienta: “não algo que venha a substituir. No nosso entendimento, é algo que tem que se somar ao modelo Zona Franca Franca para alavancar ainda mais as atividades, dentro dessa diversificação. Não é acabar com aquilo que nós temos, que nos sustenta, que gera riquezas e dá ao Estado o equilíbrio fiscal que tem”, avalia.
Alinhado
Segundo Wilson Périco, as empresas e entidades industriais já conversaram sobre o Plano Dubai com o superintendente Alfredo Menezes, que “está alinhado com esse entendimento”.
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