
Após 55 detentos mortos, Ministério da Justiça monitora situação no AM. Secretário-executivo do ministério, Luiz Pontel (à direita), disse que não há indícios de onda de violência se espalhar para outros presídios no Brasil. Foto: Divulgação
O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Luiz Pontel, disse, nesta terça-feira (28), que a pasta está monitorando a situação no sistema prisional do Amazonas e que não há, até o momento, indícios de que a onda de violência que já vitimou 55 presos em apenas dois dias possa se espalhar para os presídios de outros Estados.
“Não acreditamos [na possibilidade da onda de violência nos presídios se espalhar]”, declarou Pontel ao ser perguntado sobre a hipótese de organizações criminosas presentes no Amazonas ordenarem ataques em estabelecimentos prisionais de outras unidades da federação.
“Estamos monitorando a situação não só em Manaus como as que, eventualmente, possam acontecer em outros presídios; situações colaterais decorrentes das ações destas organizações criminosas”, acrescentou o secretário-executivo, esclarecendo que as informações que os órgãos de segurança dos estados repassam à Diretoria de Inteligência Penitenciária não apontam nenhuma movimentação neste sentido.
Até o fim do dia, o secretário-executivo deve assinar a autorização para que agentes da Força-tarefa de Intervenção Penitenciária atuem no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. O pedido de apoio da força-tarefa foi feito pelo governo estadual.
“O Ministério vai apoiar o estado do Amazonas neste evento, nesta diligência”, garantiu Pontel ao participar, no lugar do ministro Sergio Moro, que se encontra em Portugal, de entrevista sobre a Operação Cronos II, deflagrada na manhã desta terça-feira para combater crimes de homicídio e feminicídio.
Desde janeiro de 2017, quando 56 presos foram assassinados durante uma rebelião, policiais da Força Nacional de Segurança Pública fazem a segurança da área externa do Compaj.