07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Após 55 detentos mortos, Ministério da Justiça monitora situação no AM

Publicado em 28 de maio, 2019

Após 55 detentos mortos, Ministério da Justiça monitora situação no AM

Após 55 detentos mortos, Ministério da Justiça monitora situação no AM. Secretário-executivo do ministério, Luiz Pontel (à direita), disse que não há indícios de onda de violência se espalhar para outros presídios no Brasil. Foto: Divulgação

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Luiz Pontel, disse, nesta terça-feira (28), que a pasta está monitorando a situação no sistema prisional do Amazonas e que não há, até o momento, indícios de que a onda de violência que já vitimou 55 presos em apenas dois dias possa se espalhar para os presídios de outros Estados.

“Não acreditamos [na possibilidade da onda de violência nos presídios se espalhar]”, declarou Pontel ao ser perguntado sobre a hipótese de organizações criminosas presentes no Amazonas ordenarem ataques em estabelecimentos prisionais de outras unidades da federação.

Após 55 mortos

“Estamos monitorando a situação não só em Manaus como as que, eventualmente, possam acontecer em outros presídios; situações colaterais decorrentes das ações destas organizações criminosas”, acrescentou o secretário-executivo, esclarecendo que as informações que os órgãos de segurança dos estados repassam à Diretoria de Inteligência Penitenciária não apontam nenhuma movimentação neste sentido.

Até o fim do dia, o secretário-executivo deve assinar a autorização para que agentes da Força-tarefa de Intervenção Penitenciária atuem no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. O pedido de apoio da força-tarefa foi feito pelo governo estadual.

Autorização

“O Ministério vai apoiar o estado do Amazonas neste evento, nesta diligência”, garantiu Pontel ao participar, no lugar do ministro Sergio Moro, que se encontra em Portugal, de entrevista sobre a Operação Cronos II, deflagrada na manhã desta terça-feira para combater crimes de homicídio e feminicídio.

Desde janeiro de 2017, quando 56 presos foram assassinados durante uma rebelião, policiais da Força Nacional de Segurança Pública fazem a segurança da área externa do Compaj.

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