
O superintendente da Suframa participou de reunião no Ministério da Economia
O Brasil pode se isolar como maior fabricante de bicicletas do Ocidente e ser o segundo maior produtor do mundo. A produção de bicicletas do País, concentrada na Zona Franca de Manaus (ZFM), foi tema de apresentação realizada na última quarta-feira (22), na sede do Ministério da Economia, em Brasília.
A iniciativa teve por objetivo debater sobre o futuro do segmento diante das demandas de mercado e das perspectivas de incremento da produção a partir da análise do mercado brasileiro, o potencial de exportação e a caracterização do cluster produtivo do setor no Polo Industrial de Manaus (PIM).
O evento contou com a participação do titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Alfredo Menezes, do presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Marcos Fermanian, além de dirigentes das empresas fabricantes de bicicletas e especialistas, que analisaram o mercado mundial das ‘magrelas’, cujo movimento anual chega a US$ 45 bilhões e tem crescimento previsto de 6,2% ao ano até 2022, segundo projeções de uma consultoria internacional.
O superintendente da Suframa destacou o potencial e a forte base produtiva do segmento de Duas Rodas no PIM, sempre lembrada pela produção de motocicletas, mas que conta com grandes fabricantes de bicicletas tradicionais e elétricas, que representam a terceira maior fabricação mundial do produto.
“Há décadas temos importantes players instalados na Zona Franca de Manaus, que abastecem o mercado consumidor brasileiro e podem buscar expandir sua atuação, por exemplo, com a exportação, diante da crescente demanda internacional de bicicletas. A expectativa é que a retomada econômica do Brasil possa elevar o potencial fabril do produto no Polo Industrial de Manaus”, disse Menezes.
Na ocasião, foram apresentados dados que demonstram que o País pode se isolar como maior fabricante de bicicletas do Ocidente e ser o segundo maior produtor do mundo, atrás apenas da China.
Para tanto, é necessário estabelecer uma nova e dinâmica plataforma exportadora para o Brasil, conforme foi debatido no evento.
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