11/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Bolsonaro desautoriza secretário da Receita e diz que não haverá imposto para igreja

Publicado em 29 de abril, 2019

Bolsonaro imposto igrejas

Cintra afirmou que a Contribuição Previdenciária (CP), um tributo que incidiria sobre todas as transações financeiras, bancárias ou não, com alíquota de 0,9% e rateado entre as duas pontas da operação, seria paga até por fieis que contribuírem com o dízimo. Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais nesta segunda-feira (29) para desautorizar o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, sobre a criação de um novo imposto “contra as igrejas”, em um vídeo publicado.

Em entrevista à mídia nacional, Cintra afirmou que a Contribuição Previdenciária (CP), um tributo que incidiria sobre todas as transações financeiras, bancárias ou não, com alíquota de 0,9% e rateado entre as duas pontas da operação (quem paga e quem recebe), seria paga até por fieis que contribuírem com o dízimo.

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Bolsonaro

“Fui surpreendido nesta manhã por uma declaração do nosso secretario da Receita de que seria criado um novo imposto para Receita. Eu quero me dirigir a todos vocês dizendo que essa informação não procede”, declarou Bolsonaro no início da gravação.

“No nosso governo nenhum novo imposto será criado, em especial contra as igrejas, que além de ter um excelente trabalho social prestado a toda comunidade reclamam eles, em parte com razão no meu entendimento, que é uma bitributação nesta área. Então, bem claro, não haverá um novo imposto para as igrejas”, completou o presidente.

Secretário da Receita

Na entrevista, Cintra reconheceu que a medida seria polêmica, mas explicou que “todo mundo” vai pagar o imposto, da igreja à economia informal o contrabando.

A criação da CP integra a proposta de reforma tributária que está sendo elaborada pelo secretário e tem como objetivo substituir a contribuição sobre os salários. Segundo Cinta, “vai ser pecado tributar salário no Brasil”.

Imposto para igreja

Durante a campanha, a bancada evangélica no Congresso declarou apoio a Bolsonaro. Uma iniciativa que atingisse as igrejas provocaria atritos com uma das principais bases do presidente.

Essa não é a primeira vez que Bolsonaro desautoriza informações de integrantes de sua equipe. Em novembro do ano passado, antes de tomar posse, ele negou a intenção de recriar a CPMF para custear a Previdência.

Durante a campanha, a menção à volta da contribuição já havia gerado uma crise entre o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e o então candidato Bolsonaro.

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