25/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Deputado pede cancelamento de pregão da Susam para compra de equipamentos de alta complexidade

Publicado em 12 de junho, 2012

O  cancelamento do pregão para a compra, pelo Governo do Estado, de 11 equipamentos de alta complexidade na área de microbiologia, foi defendido hoje pelo deputado Luiz Castro. O Governo, segundo ele, pretende investir R$ 22 milhões em equipamentos destinados a unidades de saúde do interior, que atendem a interesses empresariais, em prejuízo das necessidades da saúde da população do interior.

Castro promete denunciar a compra ao  Ministério Público Estadual, ao TCE, à Secretaria de Saúde (Susam) e ao próprio governador Omar Aziz,  O pregão está marcado para a próxima sexta-feira (15).

“Além de não haver pessoas treinadas para operar os equipamentos, não há estrutura para a manutenção dessas  máquinas e nem demanda para os serviços de alta complexidade nos municípios do interior”, afirmou. Os hospitais do interior, segundo o deputado, não tem sequer equipamentos básicos para atendimento das reais demandas do interior.

Para o parlamentar, a compra decorre da iniciativa de uma empresa privada que está agindo em causa própria. “É um acinte e uma denúncia gravíssima, uma vez que não temos ambulância, UTIs e equipamentos mais simples em condições de uso, como aparelhos de raio-x, autoclaves e ultrassom”, criticou.

A tendência é que esses aparelhos fiquem abandonados em pouco tempo, uma vez que não há pessoal treinado para manuseá-los e nem condição de se fazer manutenção dos equipamentos. “O caminho está aberto para que as unidades do interior abriguem verdadeiras antas brancas que ficarão sem uso”, disse.

Castro lembrou que exames simples de baixa e médida complexidades, muito mais urgentes para a demanda do interior, ainda são oferecidos de forma precária. Simples hemogramas, por exemplo, demoram em média 60 dias para serem concluídos o que dificulta o trabalho dos médicos que atuam no interior.

“Como vão dizer que falta dinheiro para a saúde se o dinheiro é jogado fora? Esse saque vai continuar?”, questionou. A situação caótica da saúde no interior, de acordo com Castro, não terá solução com investimentos em alta complexidade.

Analisando a situação da saúde no interior, o deputado disse que muitas regiões no Estado são endêmicas pela incidência de doenças como hepatite, mas não há investimentos para o diagnóstico e tratamento dessas doenças. “Não adianta levar alta complexidade onde não funciona nem a baixa complexidade”, enfatizou.

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