Os técnico-administrativos da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) deflagraram greve, por tempo indeterminado, a partir da 0h de segunda-feira (11). A decisão foi aprovada, nesta quarta-feira (06), em assembleia geral da categoria realizada pelo Sintesam (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas) no hall do ICHL, no Campus Universitário.
O ofício contendo o anúncio oficial de greve foi protocolizado e entregue a chefe de gabinete da Reitoria da UFAM pelo coordenador geral Carlos Almeida e membros da coordenação executiva do Sintesam logo após o término da assembleia.
Na reunião também foram aprovadas as primeiras ações de greve que serão executadas a partir da segunda-feira. “A primeira semana será de ocupação dos setores da Universidade. E, o primeiro ato será a realização, pela manhã, de reuniões nas unidades para o levantamento das prioridades específicas de cada setor”, adiantou Carlos Almeida.
À tarde, às 14h, os servidores vão participar de uma audiência pública na Câmara dos Vereadores de Manaus para esclarecer aos parlamentares e à sociedade os motivos da deflagração da greve.
“Precisamos deixar claro o porquê desta greve e explicar que ela não e de adesão a movimento nenhum. A conjuntura propiciou a deflagração em conjunto com a Campanha Nacional dos Servidores Públicos Federais (SPFs). Trata-se de uma luta dos técnico-administrativos da Ufam e a continuação da greve que foi suspensa no dia 26 de setembro de 2011, quando o Governo Federal assinou um protocolo em que se comprometia a apresentar uma contraproposta de negociação salarial para a categoria, até o dia 30 de março de 2012. Acordo que não foi cumprido”.
Carlos Almeida também ressaltou que a paralisação dos servidores federais foi decidida pelos trabalhadores após diversas reuniões entre o governo e a Fasubra, após a greve de 2011, que durou 100 dias, na tentativa de encontrar soluções para a pauta protocolada há quase um ano, que vai desde o aperfeiçoamento da carreira até a aprovação de política salarial que contemple reajustes efetivos para toda a categoria, ampliação do piso salarial em todos os níveis, data base, entre tantos outros igualmente importantes.
O sindicalista defende ainda a construção de uma articulação e formas de sensibilizar a sociedade no Amazonas para unificar a ação política em defesa dos servidores públicos e da qualidade de ensino. “Após mais de duas décadas, não está descartada a possibilidade de uma greve geral do funcionalismo no País para enfrentar a política de desrespeito e criminalização adotada pelo governo aos movimentos reivindicatórios. A ideia que começa ganhar dimensão diante do estado de precariedade das condições de trabalho e salariais de vários segmentos do serviço público federal”, alerta.
Na terça-feira (12) o comando de greve vai reunir na Faced (Faculdade de Educação) para deliberar as ações de greve e construir a proposta de calendário que será debatido e aprovado em assembleia que será realizada à tarde no hall do ICHL, às 15h.
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