07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Parlamentares representam no MP contra R$ 8 milhões que seriam para modernização do sistema de transporte

Publicado em 22 de maio, 2012

O deputado estadual José Ricardo Wendling, o vereador Waldemir José e o deputado federal Praciano, todos do PT, ingressaram hoje (21), às 14h30, com representação no Ministério Público do Estado (MPE) cobrando investigação quanto aos R$ 0,05 embutidos na tarifa do transporte coletivo – R$ 8 milhões nos últimos sete meses – que deveriam ser destinados para a modernização do sistema. Eles ainda querem a redução da passagem de ônibus para R$ 2,50, durante dois meses, tempo calculado para compensar esse montante. Após esse período, a defesa é que esses R$ 0,05 sejam retirados da tarifa, já que não estão sendo utilizados para o devido fim.

Durante Audiência Pública do transporte coletivo, na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), tendo como autor o deputado José Ricardo, o representante da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou que, por impasses jurídicos, foi paralisado o repasse dos R$ 0,05 para o Sistema Integrado Inteligente de Transporte (Sigit), fundo municipal destinado à modernização do sistema, mas que não houve a paralisação dessa cobrança nas catracas.

“Não podemos permitir que os empresários embolsem essa quantia paga pela população. Se ninguém sabe explicar para onde está indo esse dinheiro, o Ministério Público deve investigar e cobrar essa devolução ao povo”, declarou o parlamentar, ressaltando que o grande problema do transporte coletivo é a falta de gestão. “O sistema funciona precariamente. E a Prefeitura de Manaus, que deveria intervir nesse serviço, não fiscaliza as empresas e nem toma para si a responsabilidade de gerir esse sistema, que é uma concessão pública. Como resultado disso, vivemos um oligopólio, com as mesmas empresas operando aqui há anos e embolsando o dinheiro do povo”.

Investigação quanto a mudança na concessão do serviço de água

Os parlamentares petistas também ingressaram nesta segunda com representação do MPE para que se investigue a mudança na concessão do serviço de abastecimento de água na cidade de Manaus. Para eles, mesmo a empresa Água do Amazonas não cumprindo com as obrigações do contrato, o prefeito Amazonino Mendes não tinha o direito de quebrar a concessão e anunciar a nova prestadora desse serviço, de qualquer forma, sem consultar a sociedade, infringindo os princípios constitucionais da administração pública, em especial, da legalidade, da moralidade, da impessoalidade e da publicidade.

A Lei nº 8.987/95, em seu artigo 14, estabelece que a concessão pública deve ser precedida de concorrência pública. Uma vez declarada a quebra de contrato, a concessão fica sem titular, retornando, portanto, ao domínio público, que poderia, então, realizar outro processo licitatório para a escolha de uma nova empresa concessionária, se fosse o caso.

“A falta de transparência do prefeito só reforça as suspeitas de negociações que podem estar ocorrendo de forma irregular, envolvendo um serviço essencial à vida, que é a distribuição de água. Um flagrante que atenta ao princípio da publicidade dos atos administrativo”, declararam os parlamentares.

 

Veja mais notícias em Releases

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.