04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Estrutura flutuante para manejo de jacarés chega até ribeirinhos no Amazonas

Publicado em 17 de setembro, 2018

Tecnologia desenvolvida pelo Instituto Mamirauá foi levada para comunidade da reserva no Amazonas. Manejo e comercialização de jacarés na região está prevista para o ano que vem. Foto: Bernardo Oliveira

Com o objetivo de aperfeiçoar o abate de jacarés e pré-beneficiamento da sua carne, o Instituto Mamirauá, desenvolveu o PLANTAR – Planta de Abate Remoto. Criado em Tefé, a estrutura é um abatedouro flutuante projetado por uma equipe multidisciplinar do instituto para viabilizar o manejo de jacarés na região da comunidade de São Raimundo do Jarauá, conforme as disposições sanitárias brasileiras.

O projeto surgiu em resposta ao interesse de populações tradicionais e do governo estadual e dos pesquisadores do IDSM, para a implementação de um sistema comunitário de aproveitamento de jacarés, como uma estratégia de manejo e conservação dos animais. A estrutura se caracteriza pelo baixo impacto ambiental graças à implementação de tecnologias sustentáveis de baixo custo ambiental.

“A estrutura irá auxiliar no processo de manejo e ajudar bastante as comunidades. É uma estrutura experimental e a ideia é conseguir replicar essa estrutura com tecnologias que sejam mais acessíveis”, explica Barthira Rezende, pesquisadora do Programa de Pesquisa em Conservação e Manejo de Jacarés. O Instituto Mamirauá é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O abate será realizado no setor Jarauá, próximo à comunidade São Raimundo do Jarauá, pelos membros da Associação de Produtores do Setor Jarauá. O local foi escolhido por ter um histórico de abates experimentais, e o envolvimento da população ribeirinha nas atividades de monitoramento das áreas de reprodução, além de uma série de levantamentos populacionais de jacarés, incluindo o mais recente, realizado ano passado. Os dados recolhidos ao longo do tempo criam uma base sólida para que o manejo seja realizado.

O PLANTAR recebeu, em junho, a licença de operação ambiental pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) e agora aguarda o laudo sanitário da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Amazonas (ADAF). Os pedidos de autorização para o manejo ainda serão realizados junto à Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Amazonas, conforme a resolução nº 008 / 2011 do Conselho Estadual do Meio Ambiente do Estado do Amazonas (CEMAAM).

 

*Com informações da assessoria

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