
Dono da Esbam reaparece acusando juízes, delegado, advogado e sócio de conluio e de participarem de golpe milionário contra a instituição. Foto: Divulgação
O empresário Amós Alves Santos, 35, acusado no escândalo da Faculdade Escola Superior Batista do Amazonas (Esbam), reapareceu. Como dono da instituição, Amós convocou a imprensa para rebater acusações da Operação Incautos, atribuídas a ele e equipe. Ele diz que a operação policial prendeu inocentes, que não estava foragido e acusa dois juízes e advogado de golpe. Os juízes são Simone Laurent (17ª Vara Cível) e Celso Souza de Paula. Eles teriam favorecido Elizeu Rodrigues de Lima, desafeto de Amós e que briga com ele pelo comando da Esbam.
Amós revela que a Esbam devia R$ 50 milhões quando assumiu o comando, em agosto 2015. Havia “dívidas, greves de professores, salários atrasados, quase 200 ações trabalhistas, diversas ações cíveis de credores e alunos. Além das dívidas fiscais e tributárias que nunca tinham sido pagas pelo Elizeu e filhos”, contou Amós.
O empresário revela que não estava no Amazonas quando ocorreu a Operação Incautos e nega que estivesse foragido. Acusa a ação de “incoerente, sem provas e que expôs inocentes de forma injusta e arbitrária, sem oportunidade de defesa”.
Os juízes acusados estariam sendo manipulados pelo advogado Rubenito Cardoso da Silva Junior e seriam amigos de Elizeu. O delegado Marcelo Martins, que comandou as investigações da Operação Incautos, também seria amigo pessoal de Rubenito.
Todos os acusados têm espaço aberto no portal para defesa.
“Reviravolta no caso Esbam: Os verdadeiros “Incautos”
Proprietário da faculdade denuncia grupo que tenta tomar a instituição por meios ilícitos
O empresário Amós Alves Santos, 35, dono da Faculdade Escola Superior Batista do Amazonas (Esbam), convocou a imprensa do Amazonas para uma entrevista coletiva, na qual esclarece as verdadeiras intenções que estão por trás das acusações atribuídas a ele e sua equipe, durante a “Operação Incautos”, ocorrida em junho deste ano, e que teve inocentes presos injustamente. Ao contrário do que também foi, equivocadamente divulgado nos meios de comunicação, o empresário não estava foragido.
“Eu não estava no Estado quando isso ocorreu e não tinha conhecimento da operação. Fomos surpreendidos por uma ação incoerente, sem provas e que expôs inocentes de forma injusta e arbitrária que, sequer, tiveram a oportunidade de defesa”, justifica o empresário.
O proprietário da Esbam, conta que está à frente da instituição de ensino desde agosto de 2015. Na ocasião, tornou-se dono da faculdade para recuperar a empresa que estava praticamente falida e com uma dívida superior a R$ 50 milhões.
“Assumimos a instituição com um cenário caótico de dívidas, greves de professores, salários atrasados, quase 200 ações trabalhistas, diversas ações cíveis de credores e alunos, além das dívidas fiscais e tributárias que nunca tinham sido pagas pelo Elizeu e filhos”, contou Amós.
Amós relembra que, grande parte de todos estes problemas já haviam sido tornados públicos, por causa das constantes denúncias de professores, alunos e servidores.
Sobre a acusação de suposta venda de diplomas, o empresário afirma que isso nunca existiu.
“Todos os alunos da instituição receberam seus diplomas porque, de fato, estudaram. No inquérito não existem provas que atestam as acusações que levaram inocentes a passar quase um mês presos. No inquérito policial não existe nenhum tipo de documento que provem a veracidade das acusações. Não existe nenhum documento assinado por mim ou minha equipe que comprovem quaisquer acusações. Prova é tanta que o Ministério Público não aceitou fazer denúncia e remeteu o inquérito de volta à delegacia para que realizassem uma investigação mais embasada”, argumenta.
Após convidar a imprensa para esclarecerem os fatos divulgados pela operação policial, os advogados das vítimas acusadas, injustamente, já providenciaram todas as medidas jurídicas cabíveis para reparar os prejuízos causados pela “Incautos” e retomar a empresa de volta.
Conforme apresentado na coletiva, o ex-administrador da Esbam, Elizeu Rodrigues de Lima devia quase R$ 20 milhões a um grupo de agiotas. Em 2007, ele foi preso, pela Justiça Federal, por 2 anos e 200 dias, por não recolher FGTS e INSS dos trabalhadores da instituição.
Na tentativa de retomar a instituição, outrora com suas contas equilibradas na gestão de Amós, Elizeu entrou com um processo objetivando tomar a empresa de volta e anular o contrato de venda.\
Amós conseguiu cassar a liminar concedida pela juíza Simone Laurent (17ª Vara Cível), que inclusive é amiga do Elizeu, de acordo com a confirmação de pessoas próximas aos dois.
Outra relação comprovada pelo empresário Amós, é a relação entre o advogado de Elizeu, Rubenito Cardoso da Silva Junior e a juíza Simone Laurent, pois o mesmo também é advogado da família da juíza e da própria magistrada.
Além disso, Rubenito é amigo pessoal do delegado Marcelo Martins que abriu o inquérito policial que desencadeou a operação.
Segundo informações do empresário, foi a juíza Simone Laurent quem oficiou o delegado Marcelo Martins para abrir a investigação descabida contra o empresário e sua equipe.
“O Rubenito é quem está orquestrando a verdadeira organização criminosa, pois o mesmo é a conexão entre todas as pessoas envolvidas neste golpe de milhões que estão aplicados na faculdade que me pertence. Que são: juíza Simone Laurent de Figueiredo; a interventora Vanessa Tavares e seu esposo, o advogado Vanilton Bezerra dos Santos; o dono da empresa de auditoria contratada pela intervenção, o senhor Luís Augusto, amigo da esposa de Rubenito e sócio do primeiro administrador judicial da Esbam, Carlos Alberto Simonetti; e o delegado Marcelo Martins. Outro nome com atitude suspeita é o juiz Celso Souza de Paula (também próximo à Rubenito) que autorizou as prisões, em sede de plantão, contrariando o parecer ministerial a pedido do delegado Marcelo Martins. Ou seja, os verdadeiros incautos somos eu e todos os outros injustiçados por esta operação caluniosa, difamatória e que lesou inocentes. Que a justiça seja feita”, concluiu Amós.”
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