05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Economia criativa

Publicado em 08 de maio, 2012

“A criatividade é o poder de conectar o aparentemente desconectado.”

William Plomer

As sociedades e o comércio pós-industrial vão se pautar pela capacidade de incentivar, desenvolver, gerir e obter valor a partir das capacidades inovadoras de sua população. Não por acaso assistimos a ascensão de empresas cuja base de ativos é exatamente o potencial de inovar e criar soluções no campo da informática e interações humanas. Nem precisa citar Facebook, Google e o inacreditável Instagran, vendido recentemente a peso de ouro.

Em 1997 o Governo do Primeiro Ministro Tony Blair desenvolveu um programa de Economia Criativa como forma de impulsionar a economia multissetorial do Reino Unido. O fato é que, moda, design, arquitetura, livros, música, fotografia, softwares, publicidade, propaganda e artes estão entre os principais bens de consumo deste novo século.

O crescimento exponencial do capital intelectual, aliado a uma nova perspectiva da busca por mais qualidade de vida, maior apreciação do belo, das artes, da música pode ser a porta de entrada para uma nova base de geração de valor econômico.

No Brasil as iniciativas no sentido de dar forma e método a ações de fomento em Economia Criativa ainda são tímidas. A principal delas consiste na criação da Secretaria Nacional de Economia Criativa, atualmente vinculada ao Ministério da Cultura. A Federação do Comércio de São Paulo – FECOMÉRCIO – SP foi pioneira em estudar e criar um índice nacional de Economias Criativas, divulgado recentemente.

O indicador leva em conta fatores como números de empregos gerados em economia criativa, saneamento, posse de microcomputadores e PIB per capta. É uma grande colaboração para mensurar e entender este novo universo econômico no país.

O Amazonas ficou em 15º lugar no Ranking nacional e Manaus em 31º dentre as capitais dos Estados. Não é um mau resultado se levarmos em conta que ficamos à frente de estados que tradicionalmente possuem uma forte cultura de massas, como é o caso de Salvador com seu carnaval e Fortaleza e suas praias convidativas. Entretanto, ainda podemos desenvolver muito a Economia Criativa do Estado e de cidades como Parintins, Presidente Figueiredo ou Maués, sem subestimar outras de igual potencial no interior.

O empreendedorismo jovem insere-se nesse contexto de forma bastante firme e promissora. O empreendedorismo criativo compreende a juventude como centro capacitor do pensamento e futuro de qualquer sociedade. Em Manaus existe a Secretaria Municipal da Juventude, importante instrumento que poderia ser utilizado para promover o empreendedorismo jovem e alavancar oportunidades, geração de empregos, renda e cultura de um modo geral e em diversas áreas.

A irreverência, criatividade e facilidade dos jovens em se adaptar a novas tendências podem atrair oportunidades para qualquer economia que valorize e apóie sua inspiração inovadora. Não se trata de apenas conceder bolsas, mas de incentivar as capacidades individuais e obter valor social a partir disso.

Veja mais notícias em Colunas
Autor
Junior Brasil

* Júnior Brasil é Perito em Contabilidade e Finanças, especialista em administração Pública e Mes...

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.