
Edmar Pereira, o “Bity”, foi preso após investigação da polícia e por equipe do DRCO. Foto: Divulgação
Edmar Pereira da Silva Neto, 21, o “Bity”, acusado de envolvimento no triplo homicídio que teve como uma das vítimas Alexandre Campos Lemos, o “Ala”, 37, segurança do narcotraficante João Pinto Carioca, o João Branco, da facção criminosa Família do Norte (FDN), foi preso por policiais do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).
“Bity”, segundo as investigações, é ligado ao Comando Vermelho (CV), organização rival da FDN. O trabalho foi realizado sob o comando do diretor do DRCO, delegado Juan Valério, nesta quarta-feira (1). O Comando tem como líder hoje o narcotraficante Gelson Lima Carnaúba, o Mano G, e Clemilson dos Santos Farias, o “Tio Patinhas”, ambos detidos em presídios federais.
O triplo homicídio e tentativa de homicídio ocorreram em 18 de março deste ano, em um sítio no KM 49 da rodovia estadual AM-240, estrada do Distrito de Balbina, em Presidente Figueiredo (distante 107 quilômetros em linha reta da capital).
Em março, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) fez a prisão de Adriel Sampaio Encarnação, 22, conhecido como “Cara de Pizza”, também envolvido no crime. No dia do delito foram utilizados quatro veículos pelos infratores.
O triplo homicídio teve como vítimas Alexandre Campos Lemos, o “Ala”, 37, segurança do narcotraficante João Pinto Carioca, o João Branco, da facção criminosa Família do Norte (FDN); Eduardo Maquiné Pereira, 48, e Keyssio Diones Maquiné Pereira, 39. Uma quarta pessoa, um jovem de 23 anos, foi atingida por disparos de arma de fogo, mas sobreviveu após fingir estar morta, no sítio.
Edmar Pereira responde a três processos no Tribunal de Justiça do Amazonas por tráfico de drogas, armas e roubo. Este ano, ele foi preso por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Foram apreendidos 1 pistola marca Taurus, calibre .40, com numeração suprimida; 1 revólver marca Taurus, calibre .38, com numeração suprimida; 43 munições de calibre .38; 14 munições de calibre 9mm; 7 munições de calibre 380; 7 munições de calibre 7,62; 3 rádios de comunicação da marca Multilaser; 1 rádio de comunicação da marca Motorola; e quatro balaclavas.

No dia 26 de maio deste ano, policiais civis da DEHS e do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), realizaram ação policial que resultou nas prisões de Alexsandro Campos da Costa, 43, o “Alex Padeiro”, e Márcio Orlan Silva de Jesus, 27, chamado de “Gordinho”, também envolvidos no triplo homicídio.
“Alex Padeiro” foi uma das pessoas que forneceu armas. Ele mandou três “soldados” dele, dentre eles Márcio, para participar do triplo homicídio. Também participaram do crime Rodrigo Pinheiro de Souza, chamado de “Amaral”, que já foi morto, e Felipe Castro Sanches, conhecido como “2K”, que está preso.
De acordo com as investigações, a ordem para as execuções partiu da cúpula de uma facção criminosa originária da região sudoeste do País (Comando Vermelho).
Foi determinado que alguns indivíduos ligados a essa organização, os chamados “gerentes do tráfico”, mandassem pessoas subordinadas a eles para executar o crime. No dia do delito, ao todo, 17 pessoas participaram da ação criminosa.
Outras 12 pessoas estão sendo procuradas por envolvimento na ação criminosa. São elas: Aguinaldo dos Santos Fonseca, o “Careca”; Bruno Silva Souza, o “Soldado”; Menison Bezerra Gomes, chamado de “Topete”; Robson, conhecido como “Neguinho da Sesau”; Wesley Alexandre Duarte, o “Mascote”; Roque de Castro Pinto Júnior, chamado de “Ponga”; Eliel da Sesau; José Valdir de Souza Costa, e um indivíduo identificado apenas como “Bode”.

Organograma do crime