04/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

PF mira fraudes em registros de armas de CACs em operação

Publicado em 04 de setembro, 2026

PF mira fraudes em registros de armas de CACs em operação

Um esquema de fraudes em registros de armas de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) foi alvo da operação Polaridade, da Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (4).

Agentes cumprem 46 mandados, sendo 20 de prisão e 26 de busca e apreensão, contra pessoas físicas e empresas em cidades do Rio de Janeiro e no município de Vila Velha (ES). Até o momento, dez pessoas foram presas. “Diligências em andamento para localização e captura dos demais alvos”, informou a PF.

Rio

No RJ, ordens judiciais miraram alvos em: Duque de Caxias, Macaé, Magé, Maricá, Niterói, Pinheiral, Rio de Janeiro (bairros de Campo Grande, Gardênia Azul e Inhoaíba), São João de Meriti e Volta Redonda.

O grupo é suspeito de fraudar procedimentos administrativos relativos tanto à aquisição quanto ao registro de armas no Sinarm-CAC, sistema da PF.
Apurações também apontaram "possíveis vínculos" entre alguns dos pedidos analisados e armas de fogo que depois foram apreendidas em uma ação policial | Divulgação/PF
Apurações também apontaram “possíveis vínculos” entre alguns dos pedidos analisados e armas de fogo que depois foram apreendidas em uma ação policial | Divulgação/PF

Investigações começaram após a descoberta de inconsistências em processos analisados na Delegacia da PF em Niterói.

“Segundo a PF, Um colaborador terceirizado, vinculado às atividades de análise documental do Núcleo de Armas, “teria aprovado requerimentos desprovidos de documentação obrigatória, bem como solicitações instruídas com documentos falsos ou incompatíveis com as exigências legais”.

Investigadores notaram padrões como repetição de documentos entre diferentes solicitantes de registro, utilização de comprovantes de residência falsificadose ausência de documentos considerados indispensáveis, “além de irregularidades em certificados técnicos e demais requisitos legais exigidos para a aquisição de armamentos — inclusive de uso restrito”.

Apurações

Apurações também apontaram “possíveis vínculos” entre alguns dos pedidos analisados e armas de fogo que depois foram apreendidas em uma ação policial. “As diligências prosseguirão para identificar todos os envolvidos, apurar eventuais conexões com organizações criminosas e responsabilizar os autores dos fatos”, afirmou a Polícia Federal.
Suspeitos poderão responder por crimes de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da administração pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo.

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