06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Irregularidades no concurso para delegado da Polícia Civil serão discutidas na Assembleia

Publicado em 03 de maio, 2012

A comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Estado vai promover uma nova audiência pública para discutir a nomeação irregular de cinco apadrinhados do delegado geral Mário César Nunes, incluindo seu filho, Caio César Nunes, ao cargo de delegado de polícia do Amazonas. A proposta é do deputado Luiz Castro (PPS), que desde 2010 vem acompanhando o imbróglio em torno do concurso público.

Além de Caio Nunes, também foram nomeados Laura Câmara (prima do deputado federal Silas Câmara), Herbert Ferrreira Lopes (irmão do desembargador Flávio Pascarelli), Indra Celani Leal (assessora de Mário César) e Thomaz Vasconcellos (Secretário de Inteligência). Todos foram beneficiados por uma portaria do delegado-geral, que alterou a classificação dos candidatos, já que nenhum deles obteve nota suficiente para a aprovação.

Castro cobra a presença do Secretário de Segurança Pública do Estado, Paulo Roberto Vital, do Delegado Geral, Mário César Nunes, e do Procurador Geral do Estado, Clóvis Frota, para esclarecer os desdobramentos jurídicos em torno da nomeação de cinco delegados que não realizaram o teste de aptidão, enquanto pelo menos 80 dos 122 candidatos aptos ainda aguardam a chance de serem convocados para o curso de formação na Academia de Polícia.

A demora do Ministério Público do Estado (MPE) em se manifestar sobre o problema também foi criticada pelo deputado Luiz Castro. Para ele, o órgão tem o dever de apurar com clareza o episódio, uma vez que o MPE já havia sido provocado, no início de 2011, pela comissão de aprovados no concurso. “É uma situação escandalosa, que envergonha a todos”, resumiu.

 

Ofensas

O parlamentar destacou ainda que vai encaminhar ofício subscrito por outros deputados ao Governo do Estado, exigindo a apuração de ofensas e ameaças feitas pelo filho do delegado-geral, delegado Caio César Nunes, no Facebook, aos parlamentares da Assembleia Legislativa que denunciaram as irregularidades no concurso público para o cargo de delegado da Polícia Civil.

“As ofensas foram dirigidas a todo o Parlamento, logo após eu ter usado a tribuna para denunciar mais uma vez as irregularidades cometidas pelo delegado-geral”, informou Luiz Castro.

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