04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Unimed Manaus tenta ganhar prazo para vender carteira de clientes, conta 30 dias a partir de 04/07 e quer mais 15 dias. Veja como

Publicado em 18 de julho, 2018

Unimed Manaus tenta ganhar prazo para vender carteira de clientes

Unimed Manaus tenta ganhar prazo para vender carteira de clientes e o presidente, Sérgio Ferreira, busca apoio político antes do próximo passo, a oferta pública, o leilão

A Unimed Manaus emitiu comunicado, nesta quarta (18/07), afirmando que ainda tem 30 dias para vender a carteira de clientes. A “alienação compulsória” dos usuários, anunciada em primeira mão pelo Portal do Marcos Santos, foi determinada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A publicação do ato no Diário Oficial da União (DOU) ocorreu no dia 26/06. A Unimed alega, porém, que o comunicado só chegou à cooperativa no dia 04/07. A diretoria avalia, com isso, que dispõe de prazo maior para realizar o negócio.

O comunicado contém aparente erro. Diz que a publicação no DOU teria ocorrido no dia 27/06. Veja abaixo a impressão da tela da Internet, no site da Casa Civil do Governo Federal, mostrando que a publicação da ANS ocorreu dia 26/06. O portal, porém, checou no Diário Oficial e saiu na edição de 27/06 mesmo.Unimed Manaus tenta ganhar prazo para vender carteira de clientes

A Unimed, de qualquer forma, deve reivindicar juridicamente o início da contagem do prazo a partir do dia 04/07. “Há controvérsias porque o DOU é uma forma de comunicação. De qualquer modo, de acordo com resolução, a prorrogação possível no prazo é de apenas 15 dias. Se contar da publicação no DOU, o prazo termina dia 27/07. Se a contagem for do dia 04/07, a venda terá que ser feita até 03/08. E se a ANS conceder o prazo de 15 dias, previsto na Resolução 112/ 2005, o limite vai até 18/08”. A afirmação é de advogado consultado pelo portal.

 

Entenda o caso

A Unimed Manaus tem dívidas de R$ 500 milhões. Por conta da situação de pré-liquidação, a Assembleia Geral da cooperativa decidiu demitir diversas diretorias. A última, dirigida pela médica Corina Batista, teria aprofundado ainda mais a crise.

Diretoria provisória e diretoria empossada em janeiro tentaram evitar a “alienação compulsória”. Submeteram plano de recuperação à ANS, mas a agência reguladora dos planos de saúde recusou a proposta.

Com a decretação oficial da alienação, que a diretoria da Unimed tentou negar até o fim, os diretores apelam para o viés político. Uma comissão foi formada por deputados estaduais, Ministério Público e Defensoria Pública. O grupo tenta mais prazo para evitar a venda.

A Central Nacional Unimed (CNU), que vinha tentando ajudar a congênere amazonense, só se pronunciou oficialmente para negar a compra. A Unimed Central, que também participa das negociações, silencia a respeito.

As resoluções da ANS sobre alienações compulsórias determinam venda em 30 dias e prorrogação por mais 15 dias para o negócio. Caso nada seja concretizado até aí, o passo seguinte é a “oferta pública”. Isto significa, em linguagem crua, o leilão da carteira de clientes do Plano de Saúde em questão.

 

Veja o comunicado emitido nesta quarta (18/07) pela Unimed:

Unimed Manaus tenta ganhar prazo para vender carteira de clientes

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