
Foto: Bruna Chagas/PMS
Após paralisação no início da manhã desta sexta-feira (1), no Centro da cidade, os motoristas de ônibus estão retornando às garagens. Centenas de passageiros foram prejudicados com o protesto.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, explicou que a decisão de parar os ônibus foi dos próprios motoristas. Ele afirmou ainda que os rodoviários baixaram o percentual de reajuste para 3%. Eles estavam pedindo 3,5%, mas que mesmo assim não houve acordo com o Sinetram, que ofereceu 1,5%.
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Esse é o 4º dia de greve da categoria em Manaus para cobrar reajuste. Na quinta-feira (31), 100% da frota ficou retida nas garagens.
Os alternativos estão autorizados pela Prefeitura de Manaus para circularem até o Centro da cidade para ajudar a população.

Na tarde de quinta-feira, 31, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) aumentou para R$ 300 mil por hora de paralisação o valor da multa imposta ao Sindicato dos Rodoviários, por descumprimento da liminar. Nesta quinta-feira, 31, cerca de 700 mil pessoas foram prejudicadas devido a paralisação de 100% da frota do transporte coletivo.
Na liminar expedida no último dia 29, o TRT já havia aumentado a multa de R$ 30 mil por hora para R$ 200 mil, mesmo assim o Sindicato dos Rodoviários manteve a greve, que já se prolonga por mais de 60 horas.
No documento expedido pelo plantão judiciário nesta tarde, a desembargadora plantonista Maria de Fátima Neves Lopes determinou, além da multa de R$ 300 mil por hora, o bloqueio de R$ 20 mil nas contas do Sindicato dos Rodoviários, por dia de descumprimento. A magistrada enviou ofício para o Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF), para apuração das penalidades criminais cabíveis.
De acordo com o assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), Fernando Borges, as empresas estão abertas à negociação, desde que o transporte coletivo volte a operar em sua totalidade.
“Mais uma vez a população foi penalizada com uma greve irregular. O Sinetram confia na justiça e entende que o diálogo envolvendo empregadores, empregados e a Prefeitura, é o melhor caminho para o enfrentamento da questão, de forma a preservar o interesse público. Desde que se respeite a ordem judicial e o direito de ir e vir da população, estaremos abertos ao diálogo, pois a população não merece isso”, explica Borges.
Esse é o terceiro dia consecutivo de paralisação, que já prejudicou mais de 1,3 milhão de pessoas. Na terça-feira mais de 350 mil pessoas foram prejudicadas, quarta-feira mais de 255 mil e nesta quinta-feira, 700 mil usuários ficaram sem ônibus. Apenas este ano, esta é a 12a paralisação irregular.
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