07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Mano G vai a julgamento por massacre no Compaj. Ex-líder da FDN, agora do Comando, será julgado por videoconferência

Publicado em 15 de maio, 2018

Mano G será julgado sexta-feira

Por questões de segurança, Mano G, agora do Comando, será ouvido de Catanduvas, no presídio federal onde cumpre pena. Foto: Arquivo

Diretamente envolvido nas duas maiores chacinas ocorridas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), o traficante e hoje um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e ex-Família do Norte (FDN), Gelson Lima Carnaúba, o Mano G, vai a julgamento na próxima sexta-feira (18), no Fórum Ministro Henoch Reis, a partir de 8h30.

Detido desde 2015   no presídio federal de Catanduvas (PR), ele vai depor por videoconferência, no mesmo formado que foi julgado o narcotraficante João Pinto Carioca, o João Branco, no mês de abril.

Videoconferência

O julgamento em pauta diz respeito à chacina no Compaj de 2002, onde 14 pessoas foram assassinadas e oito ficaram feridas. Os réus são Carnaúba, Marcos Paulo da Cruz e Francisco Álvaro Pereira. Esse é o segundo julgamento do crime.

No primeiro julgamento, que aconteceu em 2011, Carnaúba foi condenado a 120 anos prisão, os demais a 100 anos, mas a sentença foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que acatou o pedido da defesa dos réus e determinou a realização de uma nova sessão de julgamento popular.

Marcos Paulo Cruz, preso Manaus, e Francisco Álvaro Pereira, preso em Mossoró (RN), estarão presentes no julgamento.

Segurança

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o sistema de segurança no Fórum Henoch Reis será reforçado com mais policiais, assim como o número de seguranças nos arredores do prédio deve ser aumentado.

Outra denúncia

Foi Carnaúba que fundou com o comparsa Zé Roberto a FDN, hoje o terceiro maior grupo criminoso do país. A chacina do Compaj de 2017 foi uma das maiores do Brasil e em alto grau de violência e barbárie, com decapitações e esquartejamento de vítimas rivais da facção, do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ainda não há data para o julgamento dos 213 réus denunciados pelo massacre, que tem como um dos autores intelectuais e interlocutores o Mano G. Dele também partiu a ordem para a matança, que terminou com 56 mortos no presídio.

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