14/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Retroescavadeira e cães farejadores são usados nas buscas por corpos desaparecidos no Compaj

Publicado em 27 de abril, 2018

Não há previsão para finalização dos trabalhos iniciados nesta manhã. Fotos: Divulgação

Cães farejadores e uma retroescavadeira estão sendo usados para fazer as buscas pelos corpos de duas pessoas no terreno do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). O trabalho começou pela manhã, entretanto não há previsão de encerrar nesta sexta-feira (27).

As buscas estão sendo feitas sobretudo na parte de dentro do presídio, encostado no muro, na parte de trás. A retroescavadeira está sendo usada, principalmente, para remexer a terra e facilitar para os cães farejadores.

Estão no local equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar, procurando os corpos dos desaparecidos Andressa Castilho de Souza, 23, e do presidiário Daniel Ferreira Chaves.

Participam da operação membros do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops), Secretaria-Executiva-Adjunta de Operações Integradas (Seaop), ligada à Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), e Companhia Independente de Policiamento com Cães (CipCães), da PM.

Andressa está desaparecida desde o dia 28 de novembro de 2017. O principal suspeito procurado é Alex da Silva Saboia, 44.

Na última vez em que foi vista, Andressa foi visitar o companheiro dela no Compaj. No dia do desaparecimento, a jovem deixou o complexo e encontrou o ex-presidiário Daniel Ferreira Chaves. Após isso, Andressa não foi mais vista.

“Há indícios de que Alex possivelmente teria um relacionamento amoroso com Andressa e, enciumado, teria mandado executar a jovem. Há suspeitas, também, de que o companheiro dela, Júlio Cesar, tomou conhecimento do relacionamento extraconjugal e, possivelmente, ordenou a morte dela. Daniel era suspeito da autoria da suposta morte da Andressa e, por isso, foi esquartejado dentro do Compaj”, declarou a titular do Deops, Catarina Torres.

 

Esquartejamento

O diretor do DRCO, delegado Guilherme Torres, lembrou que foram feitas várias incursões no Compaj e nas proximidades do local.

“Tivemos acesso às imagens que mostram um corpo esquartejado. A família de Daniel reconheceu o corpo como sendo dele. Recolhemos amostras de sangue encontradas no lugar das imagens, assim como um tufo de cabelo nos arredores do Compaj. As amostras foram enviadas para perícia”, disse.

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