
Deivid de Souza Pantoja, o “Mano D”, foi reconhecido pela família ontem, como o corpo encontrado no ramal do Curió. Foto: Divulgação
Conhecido como perigoso pistoleiro da facção criminosa Família do Norte (FDN) e preso acusado de vários homicídios, o corpo de Deivid de Souza Pantoja, 36, foi reconhecido por familiares nesta quarta-feira (25).
O corpo do presidiário foi encontrado no ramal do Curió, na BR-174 (Manaus-Boa Vista), por moradores, e levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde foi identificado como do “Mano D”, morto a tiros.
Segundo a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), ele seria autor de pelo menos 25 homicídios na capital, e havia sido preso em 1º de setembro de 2016. Deivid respondia a quatro processos no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), sendo um por homicídio qualificado.
“Mano D” foi preso em setembro de 2016 durante operação “Caronte”, deflagrada por agentes do Departamento de Repreensão ao Crime Organizado (DRCO). Ele era procurado por ser mandante e autor de vários homicídios ocorridos principalmente na zona Norte da cidade.
A investigação da polícia aponta que ele entrou no mundo do crime após ser apadrinhado por um traficante e primeiro gerente da FDN preso na Operação La Muralha e morto. Pantoja foi quem assumiu a posição dele na facção.
Inicialmente, os homicídios praticados por Pantoja eram relacionados a tomadas de território na zona Norte. Mas após a mudança de poder dentro da facção, ele teria começado a matar desafetos por ciúmes ou desentendimentos em partidas de futebol.
O responsável pela morte de “Mano D” é apontado como braço direito de Geomison de Lira Arantes, o “Roque”, um dos principais intermediários na compra de drogas da facção criminosa FDN.
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