O programa Ronda no Bairro, lançado quinta-feira (16/02), pelo governador Omar Aziz, reduziu em 8% o índice de criminalidade nos dez bairros da Zona Norte de Manaus, apesar de esta primeira semana de implantação coincidir com o período de Carnaval. A informação é da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), com base em “dados comparativos”.
O coordenador da comissão da SSP para implantação do Ronda no Bairro, tenente-coronel PM Amadeu Soares, revela que já está sendo feita a distribuição em cada residência da Zona Norte dos adesivos chamados de ímã-de-geladeira, folder contendo a foto dos policiais militares e o telefone instalado nas viaturas que já estão atuando em cada um dos 41 setores da Zona Norte. “Será mais uma forma de aproximar o cidadão do policial que está atuando na sua rua”, afirmou.
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O policiamento na área foi reforçado com mais 1.679 policiais civis e militares. Os indicadores referem-se a homicídio, latrocínio, tentativa de homicídio, estupro, roubo e furto. Segundo as estatísticas da SSP, três homicídios foram registrados na Zona Norte, a mais populosa da capital, enquanto as outras três zonas registravam juntas 11 ocorrências desse crime. Em 2011, foram anotados quatro homicídios durante o Carnaval.
Na natureza latrocínio (roubo seguido de morte), nenhuma ocorrência. Os dados mostram redução dos roubos e furtos: em 2011 foram 93 casos, contra 83 neste ano. No item tentativa de homicídio, a redução foi de 50% com duas ocorrências, contra quatro em 2011.
Para o secretário estadual de Segurança Pública, coronel PM Paulo Roberto Vital, esse resultado expressa uma satisfação para todos os operadores do Ronda no Bairro, mas ele alerta que só depois de três meses é que se terá uma noção mais clara da eficácia do policiamento comunitário que está sendo desenvolvido. “Tudo ainda está na fase de adaptação, tanto da parte dos policiais quanto da população. Os policiais aplicam o que aprenderam sobre policiamento comunitário e o cidadão responde com a sensação de segurança”, disse.
O secretário faz questão de alertar que, nesse primeiro momento, é natural que haja um crescimento na quantidade de registros de ocorrências reprimidas. Ele cita como exemplo os furtos, que nem sempre o cidadão se dava ao trabalho de ir a uma delegacia registrar, e agora, com a polícia bem ao seu alcance, ele faz isso com muita facilidade.
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