“É legítimo e necessário que a comunidade científica participe da defesa da Amazônia, assim como a área acadêmica, a área econômica e as empresas privadas, para que, dessa forma, se fortaleça cada vez mais a estrutura de defesa”. A frase foi o ponto central do pronunciamento do general Eduardo Dias da Costa Villas Boas, comandante militar da Amazônia, em encontro com membros e colaboradores do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (GEEA), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O general Villas Boas tem apelado, insistentemente, para que o Brasil abra os olhos para o incrível atraso nacional na ocupação do território, apesar do enorme avanço econômico. Foto: Lina Ibáñez (http://www.ciclovivo.com.br)
O tema do encontro foi Segurança Nacional na Amazônia. Foi a 21ª reunião do Grupo, realizada no auditório da diretoria do Inpa.
Villas Boas fez uma abordagem militar, baseado na experiência, no contato com a realidade da comunidade ribeirinha, interiorana, da Amazônia. O apelo à comunidade científica se insere na importância que é a participação de todos os setores da sociedade na defesa da Amazônia, tanto quanto a dos militares, que o general vem destacando em todos os seus pronunciamentos.
O general lembrou a posição econômica que o Brasil conquistou nos últimos anos, mas lembrou que ainda temos muito que desenvolver, principalmente na região. “Já somos a sexta economia do mundo e vamos avançar ainda mais. Mas, em pleno século XXI, o Brasil não concluiu sua expansão interna e metade da população brasileira ainda não está integrado à dinâmica de desenvolvimento da sociedade brasileira”, destacou.
Segundo o comandante, a Amazônia tem três papeis fundamentais para cumprir: um em relação ao Brasil; outro em relação à América do Sul; e, por último, em relação ao mundo. “Em relação ao Brasil, a Amazônia abriga recursos naturais e tem muitos recursos econômicos para proporcionar ao nosso País. Em relação à América do Sul, é fato que a interação Sul Americana vai se dar em torno da Amazônia, que será a plataforma central. Em relação ao mundo, a Amazônia abriga respostas dos grandes problemas que afligem a humanidade, como a questão da água, das mudanças climáticas e da produção de energia renovável”, explicou.
GEEA
O Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos, do Inpa, foi idealizado pelo pesquisador e atual diretor do Inpa, Adalberto Val, e é formado por pesquisadores de instituições de ensino, órgãos governamentais e sociedade civil organizada. O GEEA surgiu no ano de 2007 e visa debater diversas áreas do conhecimento que atuam na Amazônia, para disseminar à toda população as inúmeras indagações e informações a respeito das questões ambientais.
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