O secretário estadual de Cultura, Robério Braga, afirma que o Sambódromo tem apenas um ponto de entrada e saída de alegorias e, por isso, as escolas de samba não podem colocar de imediato seus carros alegóricos dentro de galpões. “Tem que haver uma certa compreensão, mas, as escolas vão retirar as alegorias do meio da rua (avenida do Samba) ou a Prefeitura e o Governo do Estado vão dar outro destino a elas”, disse.
O “outro destino” seria o transporte das alegorias para a lixeira. Elas ocupam, desde o sábado, no final do desfile, a avenida do Samba, em frente aos barracões que foram utilizados para confeccionar fantasias e alegorias para o desfile. A via se tornou um importante ponto de escoamento do trânsito e está completamente interditada. “São carros gigantescos e o acabamento deles é feito no meio da rua. Por isso a retirada é difícil”, disse Robério.
O subsecretário municipal de Limpeza Pública, Túlio Kniphoff, anunciou que a retirada das alegorias começa na sexta-feira, num trabalho coordenado com as escolas.
Recursos
Robério Braga criticou a falta de organização dos dirigentes, principalmente no que se refere à prestação de contas dos convênios para repasse de verbas do Governo do Estado. “A gente até entende que o artista quer saber do espetáculo e não se preocupa com a nota fiscal ou recibo, que deve ser dado para a escola, mas elas precisam se organizar mais para facilitar o repasse dos recursos. A demora é causada por elas e acaba gerando transtornos”, acrescentou.