07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Prefeito e outros 12 são presos por causa dos incêndios no Ibama e ICMBio de Humaitá. PF faz operação

Publicado em 27 de março, 2018

Prefeito de Humaitá foi preso em operação da PF

PF fechou principal acesso para a cidade na rodovia BR-319, enquanto deflagra Operação Lex Talionis. Fotos: Divulgação

O prefeito de Humaitá (distante 697 quilômetros de Manaus), Herivaneo Seixas, e alguns vereadores e secretários, totalizando 13 pessoas, foram presos nesta manhã de terça-feira (27) durante a Operação “Lex Talionis”, deflagrada pela Polícia Federal, para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão na cidade.

Os danos aos bens públicos causaram prejuízo avaliado em R$ 1.101.052,87 para os cofres públicos federais. Participam da operação 120 Policiais Federais, que dão cumprimento a 28 mandados judiciais expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. São 15 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão temporária.

Os crimes investigados (associação criminosa e dano qualificado) preveem penas que somadas podem chegar a 6 anos de prisão.

Incêndios criminosos

O objetivo é coletar provas e prender integrantes de associação criminosa que perpetrou de forma intencional incêndio e destruição de bens móveis e imóveis dos órgãos públicos federais Ibama, ICMBio e Incra, em 27 de outubro do ano passado.

A Polícia Federal fechou a principal entrada e saída da cidade, na BR-319 (Manaus-Porto Velho). Neste momento, ninguém entra e ninguém sai sem passar por revista de policiais.

A operação

Os ataques ao patrimônio público ocorreram em represália à Operação Ouro Fino, coordenada pela Superintendência do Ibama no Amazonas, que contou com a participação da Marinha do Brasil, do ICMBio, da Força Nacional e do Exército Brasileiro.

Durante as investigações, foi possível identificar que garimpeiros e alguns políticos do município deram início à manifestação violenta. A ação ocasionou a destruição de bens públicos da União e de bens particulares de servidores públicos federais.

Incitação ao crime

Foram obtidos indícios de que os políticos envolvidos incentivaram os manifestantes a depredarem os bens dos órgãos públicos. A Polícia Federal identificou as autoridades políticas e também alguns dos executores dos atos criminosos.

A denominação da operação faz alusão à Lei de Talião, do latim “lex talionis”, conhecida pela máxima “olho por olho, dente por dente”.

A Lei de Talião determina que a punição infligida deve corresponder em grau e espécie à ofensa do transgressor. No caso em questão, os garimpeiros de Humaitá/AM incendiaram os prédios públicos dos órgãos de fiscalização. O motivo foi o fato de terem tido suas dragas, embarcações que estavam sendo utilizadas na atividade garimpeira ilegal, inutilizadas pelo Ibama durante a Operação Ouro Fino.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.