As duras críticas que tem recebido nas mídias sociais, após ter ponderado que o Governo Federal deve ajudar os imigrantes haitianos, mas sem esquecer os amazonenses, o governador Omar Aziz revelou hoje uma faceta de sua história pessoal. “Quando saí do Peru, durante o terremoto, viajamos três dias vendo pessoas mortas. Só levamos um carro e água. Eu e minha família fomos resgatados pelo Brasil e nunca vou esquecer disso”, afirmou, dizendo que ninguém tem mais autoridade para falar de imigrantes que ele.

Governador Omar Aziz revela que também fugiu de um terremoto, como os haitianos, e afirma que não regateará ajuda humanitária aos imigrantes
O desabafo do governador, filho de família imigrante libanesa, foi feito durante a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira, quando ele marcou um recorde histórico. A reunião começou na hora, às 10h, como marcado, e terminou às 11h30, quando costumava entrar pela tarde. O discurso foi enxuto. Cinco minutos após o começo, ele empurrou o calhamaço preparado por todas as secretarias estaduais e cuja leitura demoraria cinco horas, no mínimo, passando a falar de improviso. A reunião final com os deputados estaduais, que durava horas e geralmente terminava num prolongado almoço, não passou de dez minutos.
Os deputados, acostumados aos atrasos “protocolares” dos ex-governadores Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes e Eduardo Braga, foram pegos de surpresa, mas, no final, sobraram elogios ao governador.
Omar bateu na tecla do “foco nas pessoas”, que vem repetindo em seus discursos, anunciando ações de integração de deficientes e concurso para 2,5 mil PMs ainda este ano. A criação da “Cidade Universitária”, para abrigar todas as unidades da UEA, a partir da privatização da Cigás, foi outro destaque do discurso.
“Omar faz história como um governador que chega na hora e não enrola, indo direto ao assunto”, disse o vice-presidente da Aleam, Marcos Rotta. “Esse jeito direto e sem muito salamaleques do governador cativa as pessoas”, disse o líder do Governo na casa, Marco Antonio Chico Preto. “O governador pode contar com os deputados estaduais na continuação das políticas afirmativas”, disse o presidente do Legislativo estadual, Ricardo Nicolau.
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