O trabalho do Líder é uma Missão quase Impossível e como tal tem os sabores e os dissabores, o ônus e o bônus que o próprio exercício da Liderança requer. É admirável a coragem e o esforço necessários para exercê-la de maneira plena e responsável. É inimaginável a energia dispendida para efetivá-la.
Dizemos, na definição mais utilizada de Liderança, que é a habilidade de influenciar pessoas para realizar trabalhos de forma entusiástica, visando alcançar resultados desejados. Ora, olhando desse ângulo, parece simples e de fácil consecução. Mas quando analisamos com mais detalhes, os componentes dessa definição, como Habilidades, Pessoas, Realização, Entusiasmo, Resultados, percebemos quão árduo torna-se essa missão e quão difícil é conquistá-la.
O conflito da Liderança reside exatamente em conciliar esses componentes sobre um modelo de gestão, que seja um sucesso para todos: clientes, colaboradores, acionistas, fornecedores e para você mesmo, como Líder.
A principal tarefa é a identificação das expectativas e necessidades das pessoas e alinhá-las com as expectativas da organização.
Conduzir homens, mulheres, não é algo fácil. Além de se interessar pelo desenvolvimento deles, ao mesmo tempo, o Líder deve “garantir” um resultado satisfatório para os envolvidos, senão vejamos:
Você deseja respeitá-los e acolhê-los, tal como eles são, tendo ao mesmo tempo que administrar conflitos com eles e por eles;
Você quer que eles sejam, autônomos e, ao mesmo tempo, precisa lembrá-los da prioridade, do foco e do que é fundamental;
Você tem que ajudá-los a desenvolverem-se, a serem mais criativos, mais inovadores, mais éticos, mais eficazes, mais tudo e tem que avaliar corretamente sua performance e sua competência;
Você tem que ser generalista e ao mesmo tempo ser especialista;
Você tem que buscar a perenidade, a excelência e maior competitividade em cenários extremamente mutáveis;
Você tem que lidar com a instrumentalidade da tecnologia, da inovação e estabelecer relacionamentos com equipes virtuais;
Você tem que trabalhar com a diversidade (coletivo) sem deixar de considerar a unicidade (individuo).
Equacionar maior produtividade e menor custo. Equilibrar recursos e competitividade.
Oferecer soluções para problemas irremediáveis, ser inovador e manter a sustentabilidade. Reter talentos no ambiente de flexiblidade. Conciliar trabalho e felicidade. Exercitar confiança num mundo de incertezas e ambições corporativas. Administrar estresse e qualidade de vida, são apenas alguns dos dilemas que a Liderança enfrenta e que o torna responsável pelo excelente desempenho de todos.
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Ozeneide Casanova Nogueira é advogada e assistente social, com MBA em Gestão de Pessoas (FGV-ISA...