
Pistoleiro apontado como braço direito de “Sandrinho”, “Cagão” foi detido durante operação da DEHS e DRCO. Foto: Divulgação
O pistoleiro procurado pela polícia, Alexandre Alves da Silva, vulgo “Cagão”, foi preso nesta terça-feira (6), em uma operação conjunta entre investigadores e delegados da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e Departamento de Repreensão ao Crime Organizado (DRCO).
“Cagão” é acusado de uma série de homicídios em Manaus e é apontado pela DEHS como braço direito de outro pistoleiro e traficante, já preso, o “Sandrinho”. O infrator tem pelo menos três processos no site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
Execuções
Conforme a polícia, ambos atuavam em execuções de traficantes rivais e são dissidentes da facção criminosa Família do Norte. “Sandrinho”, por exemplo, estava em carreira solo, dominando e aterrorizando a área do São Jorge e Vila da Prata.
Alexandre teria envolvimento em pelo menos dez homicídios. Nesta quarta-feira (7) haverá uma coletiva para apresentar o matador na Delegacia Geral.
Sandrinho
Traficante em carreira solo após ser ligado à FDN, Alexsandro Oliveira dos Santos, 32, o “Sandrinho”, foi preso no dia 7 de fevereiro por equipe da DEHS. Ele foi detido em um condomínio de luxo em Manaus.
Ele é apontado por envolvimento em pelo menos 14 homicídios, sendo ora autor, ora mandante ou autorizando execuções.
Duplo homicídio em 2012
Em 2012, Alexsandro foi preso com mais dois homens. Todos estavam armados com pistolas PT .40 e cerca de R$ 30 mil em espécie. A prisão ocorreu após um tiroteio seguido de perseguição policial na rua Noel Nutels, Cidade Nova, zona Norte.
“Sandrinho” é acusado de ter executado o traficante Glauciney Oliveira do Carmo, o “Glau”, na época chefe do tráfico de drogas no São Jorge, no dia 17 de julho, no estacionamento do Pronto Socorro 28 de Agosto. Além de “Glau”, a acompanhante dele, Daiane Souza Pimentel, 19, foi baleada e morreu. O casal levou mais de 16 tiros.
Oito processos
Alexsandro responde a 8 processos em consulta ao site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), sendo quatro por tráfico, um por roubo, um de porte ilegal de arma e dois referentes a condenação de 10 anos e 8 meses de prisão pelo duplo homicídio de “Glau” e Daiane.
Quando foi preso, “Sandrinho” disse ter executado Glauciney para vingar a morte de um irmão e de uma sobrinha de 6 meses de idade, que teriam sido assassinados pelo traficante.
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