Um simples engasgão com espinha de peixe pode levar ao óbito por falta de atendimento, em qualquer lugar do Amazonas, por falta de médico endoscopista, profissional especializado que, num procedimento muito simples, em menos de cinco minutos, resolve o problema. “Temos apenas 12 endoscopistas no Amazonas e só dois voltados para a pediatria. Eles têm contrato conosco de segunda a sexta e no fim de semana ficam de sobreaviso, sendo disputados por toda a rede pública e privada”, revelou hoje o secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim.
O problema é tão grave que o secretário reuniu esta semana com o presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia para dar os primeiros passos no sentido de criar, na Fundação Adriano Jorge, uma residência médica e especialização em endoscopia. “Vamos fazer uma série de eventos em Manaus, dentro da especializada, voltados para a Região Norte”, disse Alecrim.
Um grupo de pais que procurou o pronto-socorro infantil Joãozinho, na Zona Leste, entrou em desespero ao descobrir que não havia profissional capacitado a retirar espinhas de peixe no local. Vários deles tiveram que percorrer várias unidades de saúde ou recorrer ao pagamento privado do procedimento, para evitar o pior.