A ocupação de oito das 12 vagas oferecidas no Mestrado Profissional em Segurança Pública, Cidadania e Direitos Humanos, da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), está gerando polêmica. Esses lugares são oferecidos apenas a funcionários do sistema de segurança pública estadual, ficando as outras quatro para disputa aberta. “Trata-se de experiência pioneira e por isso nós estamos indo devagar. É um mestrado contínuo e ano que vem haverá mais vagas”, explicou o reitor da UEA, José Aldemir de Oliveira.
O maior problema é que o secretário estadual de Segurança, coronel PM Paulo Roberto Vital, resolveu restringir a emissão do documento exigido no edital do mestrado, como comprovação de que o candidato pertence à pasta, aos indicados pelos comandantes. “São 14 vagas para a PM, quatro para o Corpo de Bombeiros, duas para o Detran e 10 para a Secretaria de Segurança. Os indicados disputarão as oito vagas pelos critérios da UEA”, disse Vital, hoje, na rádio CBN Manaus.
O mestrado, lançado de 6 de janeiro e recebendo inscrições até o dia 31/01, é pioneiro na Região Norte e terá a duração de dois anos. Vários preteridos nas indicações e que trabalham no Governo do Estado, no sistema de segurança, prometem ir à Justiça para garantir o direito de disputar livremente as vagas.