A chuva de segunda-feira, em Manaus, que começou no início da tarde e atravessou a noite, trouxe um volume de 62 milímetros de precipitação. “O normal, nos meses de janeiro, fevereiro e março, é média de 20 dias de chuva, com 250 a 300 milímetros por mês”, explica o meteorologista Lucas Mendes, do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

Rua São Paulo, conjunto Manoel Nogueira, bairro Nova Esperança, um dos locais mais atingidos pelas inundações
A Defesa Civil Municipal atendeu a 28 chamados de emergência, em todas as zonas da cidade, com alagações, riscos de desabamentos e tombamentos de árvores. Um enorme tronco de buritizeiro, jogado irresponsavelmente dentro de um bueiro, provocou um dos maiores problemas da chuva, no bairro da Redenção, obrigando os próprios moradores a retirá-lo. Os desdobramentos ainda podiam ser sentidos hoje de manhã e a Defesa Civil chegou a aconselhar os proprietários de diversas casas a deixarem o local.
Os ventos de ontem alcançaram entre 35 e 40 quilômetros por hora, mas a ponte Rio Negro, que só prevê fechamento com ventos de 60km/hora, fechou durante 40 minutos por falta de visibilidade. O recorde ainda está com um temporal de outubro/2010, com ventos acima de 80km/hora.
Lucas Mendes afirma que o Sipam tem trabalhado tanto com a Defesa Civil Estadual quanto com a Defesa Civil Municipal. “Nós emitimos avisos de chuvas mais fortes entre duas e três horas antes que ocorram”, disse.
Clique aqui e ouça a íntegra da entrevista de Lucas Mendes à rádio CBN Manaus.
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