11/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Delegado responsável pela Operação Jaleco Preto e por prisões de líderes da FDN é exonerado do 23º DIP. Ele passa de titular a plantonista

Publicado em 20 de dezembro, 2017

Cícero Túlio, titular do DIP, responsável pela operação Jaleco Preto, foi exonerado da função e nomeado plantonista. Foto: Divulgação

Estando à frente de grandes operações da Polícia Civil e de prisões de alguns líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN) este ano, o delegado titular do 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Cícero Tulio Coutinho Silva, passou de titular a plantonista na tarde desta quarta-feira (20).

Ele foi exonerado da titularidade do DIP e foi lotado como delegado plantonista do 14º DIP, assumindo em seu lugar um dos plantonistas do 14, o delegado Ayslan Christennes Carvalho Marques.

Fora do Estado

Cícero foi responsável por comandar uma das maiores operações da PC fora do Estado do Amazonas, em Mato Grosso, a Jaleco Preto, que prendeu uma quadrilha de estelionatários de falsos médicos, que aplicavam golpes em famílias de pacientes que possuíam parentes internados em UTIs de vários hospitais particulares e públicos de Manaus.

Também foi sob o comando do delegado que foram presos membros da FDN, escondidos numa fazenda de luxo em Rio Preto da Eva, incluindo ainda um dos tesoureiros da facção, o colombiano Edinson Manuel Chacon Delgado.

No documento de exoneração não há uma justificativa para a substituição, apenas que por se tratar de cargos de “provimento em comissão (…), ambos dispondo de livre nomeação e exoneração”. A reportagem procurou a assessoria da PC para mais informações sobre a exoneração e aguarda nota.

Jaleco Preto

Com o golpe do “falso médico”, a quadrilha interestadual desarticulada pela Operação Jaleco Preto foi desarticulada no dia 23 de novembro, tendo movimentado cerca de R$ 2 milhões com as extorsões e estelionatos em vários Estados, a partir da base em Mato Grosso, além de atuar no tráfico de drogas, no recrutamento de pessoas para grandes assaltos e clonagem de veículos.

Por mês, o grupo criminoso faturava até R$ 200 mil, segundo levantamento da Polícia Civil do Amazonas, envolvendo ordens de dentro da Penitenciária Major PM Eldo Sá Correa, conhecida como “Mata Grande”, em Rondonópolis.

Dois meses

As investigações sobre o estelionato começaram há dois meses, por meio da equipe de investigação do 23º DIP, sob a coordenação do delegado titular Cícero Túlio. A Jaleto Preto foi deflagrada na cidade de Rondonópolis, no Mato Grosso.

Mais informações em instantes

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