A extração de espinha de peixe, que consegue retirar os riscos para quem se alimenta da matrinchã, uma das espécies mais difíceis de consumir pelos não iniciados, é uma das principais atrações da Expoagro 2011. O curso está sendo ofertado, gratuitamente, pela oitava vez e iniciou nesta terça-feira, aberto a qualquer interessado. Cerca de 200 pessoas devem participar, até o encerramento da feira, dia 4 de dezembro.

O curso é um dos mais concorridos. Melhora a mesa e o faturamento dos pescadores e comerciantes do pescado
O curso tem duração de uma hora com aula prática e, no máximo, oito pessoas por turma. Uma hora de aula foi suficiente para o dono de um restaurante na zona leste de Manaus, Alciberto do Nascimento, 46, aprender a técnica. “Os peixes vendidos sem espinha custam até R$ 5 mais caro. Agora que aprendi a técnica, a economia beneficia meu bolso e o bolso do cliente que não terá de pagar o acréscimo”, disse o comerciante.
A Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) tem um estande da Cadeia Produtiva do Pescado montado na Expoagro, onde pretende mostrar os mecanismos de apoio aos pequenos, médios e grandes produtores rurais na criação, tratamento e beneficiamento do pescado.
O engenheiro e chefe de Pesca e Aquicultura da Sepror, Ivo Calado, explicou que o produtor que participa do programa recebe, por meio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável (Idam), apoio técnico para desenvolver a atividade de piscicultura. “Na segunda etapa, esta com apoio da Secretaria de Pesca, vinculada à Sepror, o produtor recebe cursos de qualificação no manuseio e higiene do produto. Na ultima etapa, com ajuda da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), o beneficiamento do pescado pode ser potencializado a partir do financiamento de máquinas que possibilitem maior produção e armazenagem do peixe em grande escala”, explica.
A direção da Sepror garante que o produtor que procurar o estande da Cadeia do Pescado na 38ª Expoagro receberá informações sobre o suporte necessário para alavancar a produção de peixe. Durante a feira, ele também poderá adquirir equipamentos desonerados de impostos e com prazo estendido de pagamento. “Comprando uma máquina de fazer gelo, um túnel de congelamento e uma câmara frigorífica o produtor tem capacidade de armazenar até duas toneladas de peixe por até seis meses”, diz Ivo Calado.
O engenheiro de pesca e dono de dois tanques de piscicultura em Manaus, Otávio Martins, 46, considera que, em três produções anuais do pescado, o lucro terá superado o investimento. “Atualmente o pescador não passa de pescador porque não tem estrutura para armazenar muito peixe, ou seja, ele pesca o suficiente para vender naquele mesmo dia e pronto”, analisou Otávio.
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