O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), há oito anos atolado na fogueira de vaidades dos políticos, sem jamais definir a divisão administrativa entre União, Estados e Municípios, pode fechar as portas em 2012. A revelação foi feita pelo coordenador geral do CBA, Imar Cézar de Araújo, no encerramento da segunda edição do Parlamento Amazônico em Manaus, que reuniu deputados estaduais de nove Estados da Amazônia Ocidental. A instituição, segundo ele, tem apenas 20% do orçamento do ano que vem.
A criação de uma empresa pública para gestão do CBA, apontada pelo coordenador como uma das soluções para o mesmo, é o principal ponto da Carta de Manaus, resultante das discussões dos parlamentares, ontem e hoje. “O CBA está com 92% de sua infraestrutura montada, mas até hoje 75% das atividades são bancadas pela Suframa. Para alavancar o projeto, defendemos a criação de um modelo de empresa pública que já está tramitando no Congresso”, disse o coordenador.
A mão de obra, formada por bolsistas, está sendo perdida por falta de reajuste nos valores pagos, enquanto o mercado valoriza os profissionais do ramo. O CBA tem 35 laboratórios de última geração, com pesquisas nas áreas de produção de fármacos a partir de extratos vegetais e um projeto, em parceria com 33 empresas e 17 instituições de pesquisa, para a produção de fibra vegetal mais resistente que as tradicionais, em vidro e material derivado de cobre. Tudo isso pode ir por água abaixo por falta de pessoal e de recursos.