A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua) fará nesta sexta-feira, às 9h30, na sede do sindicato, o lançamento do Plebiscito Nacional pela Aplicação Imediata de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação Pública. A coleta de votos no Amazonas e nos demais Estados brasileiros vai até o dia 6 de dezembro.
A meta é entregar ao Congresso Nacional o resultado da votação, como uma forma de demonstrar a vontade da sociedade brasileira sobre o investimento na educação. “Nós estamos muito atrasados nas metas estipuladas no último PNE. Neste quesito de investimento, por exemplo, o antigo plano previa o percentual de 7% na educação, nunca alcançamos esse número”, ressalta o presidente da Adua, Antônio Neto.
De acordo com o presidente, dados do Ministério da Educação (MEC) revelam que, segundo o PNE, o Governo Federal deveria ter investido, apenas em 2011, R$ 70 bilhões no setor educacional. “Foram investidos somente R$ 67 milhões, o que não chega nem a 5% do nosso PIB”, disse.
Plebiscito – A consulta pública, que ocorre simultaneamente em várias cidades do país, tem como objetivo dialogar com a sociedade a respeito da destinação de um maior percentual do PIB ao setor educacional brasileiro nos próximos 20 anos, através do novo Plano Nacional de Educação (PNE). A atividade faz parte da campanha “10% do PIB Para Educação Pública Já!”, encabeçada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e que conta com o apoio de suas seções sindicais e outras entidades e movimentos sociais.
Além da Adua e do Andes-SN, estarão presentes na coletiva representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), da Assembleia Nacional de Estudantes – Livre! (Anel) e do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Amazonas (Sintect-AM).
Entre as piores – No ano passado, a Unesco publicou um estudo que aponta uma espécie de “ranking” do desafio educacional para demonstrar a qualidade do ensino. O Brasil foi um dos 27 países selecionados para a pesquisa. Nesta lista, a educação brasileira aparece em 6º lugar entre as piores no critério investimento e qualidade educacional, seguindo da Indonésia (5º), Bolívia (4º), Paraguai (3º), Índia (2º) e Yemen (1º).