O indígena Paulo Apurinã, de 37 anos, foi preso hoje, por volta das 14h, no aeroporto internacional Eduardo Gomes, quando tentava embarcar num avião da companhia aérea Gol, envergando um grande cocar de penas de arara.
Quando ele se identificou como índio, o fiscal do Ibama Sebastião Lima de Souza, 66, pediu o Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani) e ele se recusou a apresentar. No momento seguinte, documento apresentado, o fiscal o havia liberado para o embarque, mas, diante da chegada de um agente federal, não identificado, Paulo começou a gritar impropérios. “Ele gritava: ‘Lei que lei. Eu estou acima da lei. Eu sou índio. Eu sou príncipe. Eu passo por cima da lei”, disse o fiscal do Ibama.
Diante dos gritos, o policial decidiu levá-lo à Superintendência da Polícia Federal, onde foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), pelo crime de desacato, e em seguida o portador do Rani foi liberado.
Paulo Apurinã está sempre no noticiário por participar de todas as ocupações envolvendo indígenas em Manaus e sempre procurar os repórteres para dar entrevistas. Ele se tornou conhecido pelo bordão “eu quero falar”. “Vou procurar o Ministério Público e exigir providências”, disse ele, na saída da Polícia Federal.