06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Esposa de advogado morto por delegado deve prestar depoimento nesta terça, na DEHS

Publicado em 27 de novembro, 2017

No plantão, caso foi registrado no 19º DIP, mas ficará com a Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros. Fabíola Rodrigues, esposa da vítima fatal, que também foi baleada, é esperada para depor amanhã. Foto: Arquivo

A esposa do advogado Wilson Justo Filho, 35, morto com quatro tiros no Porão do Alemão, na madrugada de sábado (25), Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, 31, deve prestar depoimento nesta terça-feira (28), na Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS).

A investigação iniciou no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), ainda no sábado e nas primeiras horas de domingo, mas será remetida à especializada.

Fabíola é testemunha do tiroteio na casa noturna, iniciado pelo delegado de Polícia Civil Gustavo Sotero, 41, que está detido na Delegacia Geral, acautelado, após ter a prisão em flagrante convertida em preventiva na audiência de custódia realizada no Fórum Ministro Henoch Reis.

A audiência foi realizada com o juiz criminal plantonista Frank Augusto Lemos do Nascimento, gerando o processo de número 0641996-45.2017.8.04.001, por homicídio simples (veja o documento na íntegra, aqui: Audiência de Custódia).

Por distribuição, o processo foi parar na 1ª Vara do Tribunal do Júri, com a juíza Mirza Telma de Oliveira Cunha.

Exame corpo de delito

Fabíola, que levou um tiro na perna, já fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Nesta segunda-feira, outro ferido a tiro pelos disparos do delegado, o empresário Iuri Paiva, 45, prestou depoimento no 19º DIP. Ainda falta ser ouvido Maurício Rocha, 35, que foi atingido no dorso esquerdo.

O advogado Wilson Justo Filho morreu depois ser baleado dentro da casa noturna, por volta das 2h20.O delegado Gustavo efetuou disparos de arma de fogo após receber um soco da vítima. Ele foi autuado em flagrante por homicídio e lesão corporal.

Disciplinar

A Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), que tratam de casos mais graves que envolvem servidores dos órgãos de segurança pública.

Após a conclusão do PAD, que pode levar 90 dias e, caso necessário, ser prorrogado em razão de diligências, o delegado pode até ser demitido da corporação.

Diante do PAD, a corregedoria determinou o afastamento do policial e a retirada do porte de arma de Sotero já neste domingo.

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